Ao Valor, o CEO da ABBC, Leandro Vilain, explicou que a solução não passa por limites artificiais de juros, mas sim pela correção de falhas operacionais e de tecnologia na Dataprev, além da redução da inadimplência.

A redução no volume de concessões do crédito consignado para trabalhadores do setor privado, observada após a implementação do teto móvel de juros pelo Ministério do Trabalho, acendeu o debate sobre as regras da modalidade.
Em entrevista ao Valor, o CEO da Associação Brasileira de Bancos (ABBC), Leandro Vilain, ponderou que as recentes mudanças na precificação expõem a necessidade de ajustes mais profundos no produto.
Para a entidade, a imposição de limites artificiais às taxas de juros não resolve as distorções de mercado, pois estas decorrem de gargalos estruturais e não de margens abusivas. Vilain destacou que o verdadeiro caminho para tornar o crédito mais acessível e barato passa pela correção de falhas operacionais crônicas — como o fluxo e a tempestividade de informações junto à Dataprev — e por medidas eficazes de redução da inadimplência.
Atualmente, a ABBC mantém diálogo ativo com os órgãos reguladores para aprimorar o sistema e garantir a sustentabilidade da oferta dessa linha aos trabalhadores
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