Termômetro do Crédito – Queda na margem na inadimplência
Houve uma elevação moderada no mercado de crédito em março, com o desempenho sustentado, principalmente, pelo segmento empresarial (PJ), com forte avanço das linhas com recursos direcionados (RD), impulsionado pelo crédito rural e com recursos do BNDES.
As operações com recursos livres (RL) sentem mais os efeitos da política monetária contracionista. Para as famílias (PF), o crescimento das novas operações foi impulsionado pela carteira com RL, com alta no cartão de crédito à vista e no consignado privado.
A expansão de 19,00% a.a. nas linhas emergenciais, que exercem pressão no orçamento das famílias que já estão com altos níveis de endividamento e comprometimento de renda, causam preocupação, motivando o lançamento do programa do Novo Desenrola.
No caso das PJs, parece haver um deslocamento da demanda de crédito com RL para o mercado de capitais e o segmento com RD.
A taxa média de juros atingiu novo pico da série, refletindo a Selic elevada e às mudanças na composição da carteira de crédito do SFN. Todavia, houve uma ligeira redução na taxa média das operações com RL.
Por fim, a inadimplência apresentou leve melhora, puxada pelas famílias, embora persista deterioração entre MPMEs. Cabe destacar que cerca de metade da alta acumulada em 2025 (+1,0 p.p.) decorreu das alterações regulatórias introduzidas pela Resolução CMN nº 4.966/21.