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Tendências de RH apontam caminhos para lideranças e transformação organizacional

As transformações no mundo do trabalho e os impactos da gestão de pessoas no futuro das organizações foram tema da apresentação realizada por Sandro Araújo, diretor Sênior de Recursos Humanos da Gartner, durante o encontro em agosto. O especialista destacou os principais resultados de pesquisas globais da consultoria e trouxe reflexões sobre o papel estratégico do RH na construção de culturas mais inovadoras, resilientes e preparadas para mudanças constantes.

As transformações no mundo do trabalho e os impactos da gestão de pessoas no futuro das organizações foram tema da apresentação de Sandro Araújo, diretor Sênior de RH da Gartner, durante encontro em agosto. O especialista destacou resultados de pesquisas globais e refletiu sobre o papel estratégico do RH na construção de culturas inovadoras, resilientes e preparadas para mudanças constantes.

Prioridades Estratégicas do RH

A pesquisa apontou áreas prioritárias para líderes de RH: desenvolvimento de gestores, cultura organizacional, planejamento da força de trabalho, gestão de mudanças e tecnologia de RH. Esses pontos refletem a pressão sobre os departamentos para equilibrar inovação e eficiência, garantindo engajamento e produtividade em cenários desafiadores.

Outro destaque foi a discussão sobre perfis de liderança. O estudo, que avaliou mais de 15 mil colaboradores e 10 mil gestores em 200 empresas, identificou quatro estilos: Teacher, Always On, Cheerleader e Connector. Este último gera maior impacto sustentável ao conectar colaboradores às oportunidades certas de aprendizado e desenvolvimento. Porém, só funciona em culturas que incentivem vulnerabilidade e troca aberta de conhecimento.

Perfis de Liderança e Seus Impactos

A sobrecarga das lideranças também preocupa. Segundo a Gartner, gestores têm 53% mais responsabilidades do que sua capacidade, gerando esgotamento e dificultando transformações. Paralelamente, colaboradores enfrentam “fadiga da mudança”, causada pelo excesso de transformações e falhas na comunicação. Desde 2016, o volume de mudanças cresce, enquanto a predisposição para engajamento cai — cenário definido como “déficit de transformação”.

Para enfrentar isso, a Gartner propõe incluir a gestão da fadiga como novo pilar. Além da comunicação e entrega de qualidade, é preciso adotar planos estruturados que considerem contexto, propósito, estratégia e impactos na carreira. Quando bem aplicada, essa abordagem pode aumentar em até 73% o engajamento.

Cultura Organizacional e Inovação

Outro ponto foi a relação entre cultura e inovação. Araújo enfatizou que a principal barreira para a transformação digital não é a tecnologia, mas a cultura e a gestão de talentos. O RH deve liderar a discussão sobre inteligência artificial e novas tecnologias, preparando a força de trabalho e acolhendo receios com transparência e confiança.

O convidado apontou ainda recomendações sobre como aumentar o impacto estratégico do RH nas organizações. Entre elas, estão: preparar líderes para se tornarem agentes de mudança, alinhar a transformação às oportunidades de carreira dos colaboradores e investir no desenvolvimento de competências críticas para a competitividade em uma economia cada vez mais digital.

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