Evento destacou as tendências em ativos digitais e de pagamentos internacionais, com participação da ABBC em painel sobre tokenização e stablecoins

Nos dias 12 e 13 de março, o Smart Summit reuniu, no Rio de Janeiro, executivos, especialistas e representantes de instituições financeiras para discutir tendências ligadas a negócios, investimentos e inovação no sistema financeiro. Em sua nona edição, o encontro se firmou como um os principais fóruns do país sobre tecnologia, mercado de capitais e transformação digital no ambiente financeiro.
A ABBC esteve representada no painel “RWAs tokenizados e stablecoins para otimização de cross-border”, que contou com a participação do diretor de Inovação e Serviços, Euricion Murari. O debate foi mediado por João Paulo Aragão, do Banco Inter, e contou com as presenças de Daniel Maeda, da B3; Jorge Casara, da Comissão de Valores Mobiliários (CVM); e Marcelo Eisele, da 7COMm.

Ao longo do debate, Euricion também abordou os desdobramentos das iniciativas desenvolvidas a partir da participação da associação no piloto do Drex, destacando como as discussões evoluíram para a construção de uma nova infraestrutura voltada à aplicação dessas soluções no mercado: a CCBt (Cédula de Crédito Bancário tokenizada).
“Dando continuidade ao nosso caso de uso no piloto do Drex, a CCBt será o primeiro ativo disponibilizado pela Rede ABBC. Essa operação já está em fase de testes com duas instituições e entrará em produção nas próximas semanas. Nos primeiros testes estamos emitindo uma CCB em torno de dois segundos, com capacidade de quatro mil transações por segundo”, afirmou.
A Cédula de Crédito Bancário (CCB) é um documento que formaliza uma operação de crédito entre um banco e um cliente, pessoa física ou empresa. Nele ficam registrados o valor do empréstimo, os juros, o prazo e as condições de pagamento. Os bancos utilizam a CCB para dar segurança jurídica às operações de crédito e facilitar a cobrança em caso de inadimplência. Seu objetivo é formalizar e organizar a relação de crédito entre as partes.
A Cédula de Crédito Bancário tokenizada mantém a função jurídica da CCB tradicional: formalizar uma operação de crédito entre banco e cliente. A principal mudança está na forma de registro e circulação do título. Quando tokenizada, a CCB passa a ser representada digitalmente em uma tecnologia de registro distribuído (blockchain), o que pode trazer mais rastreabilidade, agilidade na negociação, transparência e eficiência operacional.
Neste cenário, o universo de tokens e stablecoins chegam também cada vez mais forte no mercado de capitais e podem trazer diversos benefícios ao setor e aos investidores. É o que afirma Daniel Maeda, Superintendente Jurídico da B3. Maeda destacou que esse ambiente os ganhos são: possibilidade de negociações 24/7, de maior entrada de estrangeiros e de trazer quem já está mais acostumado a tecnologia, mas fora do mercado tradicional. No fim de 2025, a B# anunciou que irá lançar a sua própria stablecoin.


