Skip to content

Setor financeiro reforça cooperação contra fraudes digitais e contas laranja em encontro sobre segurança e cibercrime

Promovido pela Fin em parceria com entidades do setor, evento em São Paulo debateu desafios regulatórios, avanço dos golpes digitais e estratégias para ampliar a proteção dos clientes e a confiança no sistema financeiro

O Encontro de Prevenção a Fraudes reuniu executivos, reguladores e profissionais do ecossistema financeiro para discutir soluções de proteção digital, compartilhamento de inteligência e mecanismos de combate ao avanço do cibercrime no país

A Confederação Nacional das Instituições Financeiras (Fin) realizou nesta quarta-feira (28), em São Paulo, o Encontro de Prevenção a Fraudes, em parceria com entidades do setor financeiro. O evento reuniu especialistas, executivos e representantes de instituições financeiras para discutir estratégias de segurança, inovação e combate às fraudes digitais, diante da crescente sofisticação dos crimes financeiros no ambiente digital.

A iniciativa contou com a participação da Associação Brasileira de Bancos (ABBC), Associação Nacional das Instituições de Crédito, Financiamento e Investimento (Acrefi), Associação Brasileira de Instituições de Pagamentos (ABIPAG), Associação Nacional das Corretoras e Distribuidoras de Títulos e Valores Mobiliários, Câmbio e Mercadorias (Ancord), Federação Brasileira de Bancos (Febraban) e Zetta.

Na abertura do encontro, o CEO da Associação Brasileira de Bancos (ABBC), Leandro Vilain, destacou que a confiança é um dos pilares centrais do sistema financeiro e alertou para a evolução do crime cibernético e da atuação das organizações criminosas. Segundo ele, as fraudes deixaram de ser apenas uma questão operacional e tecnológica e passaram a exigir uma resposta cultural e institucional mais ampla. Vilain também defendeu medidas mais rigorosas para combater o avanço do crime digital, incluindo o endurecimento da legislação, maior responsabilização de envolvidos em esquemas fraudulentos e a revisão da liquidação instantânea de grandes volumes em operações com ativos digitais. O executivo ainda ressaltou que o Selo de Prevenção a Fraudes, como o desenvolvido pela Fin em parceria com a ABBC e demais entidades do setor, fortalece os padrões de governança e reforça a confiança dos clientes no sistema financeiro.

Também na abertura, Adriano Volpini, Partner & Head of Corporate Security do Itaú, afirmou que o enfrentamento às fraudes exige cooperação entre as instituições financeiras. Segundo Volpini, é fundamental sufocar o financiamento do crime organizado, especialmente por meio do combate às contas laranja, utilizadas para movimentar recursos ilícitos e viabilizar golpes financeiros.

Leandro Vilain, CEO da ABBC, e Adriano Volpini, Partner & Head of Corporate Security do Itaú, abriram o Encontro de Prevenção a Fraudes com debates sobre o avanço do crime digital, contas laranja e a importância da cooperação entre instituições para fortalecer a segurança e a confiança no sistema financeiro

Logo após a abertura com Vilain e Volpini, ocorreu o primeiro painel do encontro, “Selo de Prevenção a Fraudes – Estratégia em Ação”, que contou com a participação de Natália Grigolin, sócia de Prevenção a Crimes Financeiros da EY; Guilherme Favaro, head de Fraud Prevention do Santander Brasil; e Leandro Kranz, gerente de Operações e Prevenção a Fraudes no Paraná Banco.

Os especialistas destacaram a evolução do selo ao longo dos ciclos de avaliação e o papel da iniciativa no fortalecimento da governança, dos controles internos e da maturidade das instituições financeiras. Durante o debate, foram abordados temas como validação documental, biometria facial, mecanismos de prova de vida, uso de múltiplos fatores de autenticação e monitoramento de comportamento durante a abertura de contas. Também foi ressaltada a necessidade de elevar continuamente os padrões de prevenção diante da sofisticação crescente das fraudes digitais.

Painel “Selo de Prevenção a Fraudes – Estratégia em Ação”: Natália Grigolin, sócia de Prevenção a Crimes Financeiros da EY; Guilherme Favaro, head de Fraud Prevention do Santander Brasil; e Leandro Kranz, gerente de Operações e Prevenção a Fraudes no Paraná Banco, discutiram a evolução do Selo de Prevenção a Fraudes e os avanços em governança, onboarding seguro e autenticação digital

Logo a seguir aconteceu o painel “Pix Seguro e Cibersegurança: Estratégia, Inovação e Prevenção a Fraudes”. Nele, Luis Vissotto, head da Divisão de Segurança e Antifraude do PIX no Banco Central do Brasil; debateu com Valdir Assef Júnior, representante do Laboratório de Segurança Cibernética da Febraban; Fábio Diniz, presidente e diretor do Centro de Inteligência do INCC (Instituto Nacional de Combate ao Cibercrime e Terrorismo), e a moderadora Cíntia Falcão, diretora-executiva da Acrefi (Associação Nacional das Instituições de Crédito, Financiamento e Investimento).

O painelistas discutiram os desafios relacionados ao avanço do crime digital e às estratégias de proteção do sistema financeiro. Entre os principais temas debatidos estiveram a evolução do Mecanismo Especial de Devolução (MED 2.0), o aumento da capacidade de rastreamento de recursos desviados, a identificação de contas laranja e a importância do compartilhamento de inteligência entre instituições.

Durante o debate no painel, o representante do Banco Central destacou que as fraudes começam geralmente na abertura de contas e, por isso, defendeu processos mais robustos de onboarding, com uso obrigatório de biometria, validação de dispositivos, múltiplos fatores de autenticação e monitoramento de comportamentos suspeitos, como a criação acelerada de contas e ataques de leitura a bases de dados, além de recomendar as tradicionais consultas a bureaus de dados.

Painel “Pix Seguro e Cibersegurança: Estratégia, Inovação e Prevenção a Fraudes”: Luis Vissotto, head da Divisão de Segurança e Antifraude do PIX no Banco Central do Brasil (no telão); Fábio Diniz, presidente e diretor do Centro de Inteligência do INCC; Valdir Assef Júnior, representante do Laboratório de Segurança Cibernética da Febraban; e a moderadora Cíntia Falcão, diretora-executiva da Acrefi, debateram estratégias para prevenção a fraudes, segurança do Pix e combate ao crime digital

O terceiro painel, “Boas práticas de Prevenção a Fraudes: Experiências do Ecossistema Financeiro”, reuniu Cristiano Moura, diretor de Segurança Corporativa do Bradesco; Luiz Paulo Azevedo Bittencourt; gerente-geral de Segurança Institucional do Banco do Brasil; Lee Waisler, head de Atendimento e Antifraude da XP; e a moderadora Tatiana Aranguiz, superintendente executiva da ABIPAG (Associação Brasileira de Instituições de Pagamentos). Os participantes compartilharam experiências práticas e aprendizados relacionados à prevenção de fraudes no dia a dia das instituições financeiras. O debate destacou a integração entre áreas de prevenção à fraude, PLD e cibersegurança, além da importância da troca de informações entre instituições para impedir a atuação do crime organizado e fortalecer a proteção aos clientes.

No encerramento do encontro, a presidente da Fin, Cristiane Coelho, reforçou a importância da atuação conjunta do setor financeiro no combate às fraudes e na construção de um ambiente digital mais seguro para instituições e consumidores. A executiva destacou que o avanço da cooperação entre associações, reguladores e instituições financeiras é fundamental para ampliar a segurança, fortalecer a confiança da população e acompanhar a evolução das ameaças digitais.

Sim 0
não 0

Compartilhe:

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *