Propostas buscam simplificar a jornada do beneficiário e reforçar a segurança das operações

A Comissão de Crédito Consignado da ABBC debateu, em maio, os avanços das discussões com o INSS, a Dataprev e o Ministério da Previdência sobre os fluxos de desbloqueio de benefícios, anuência e portabilidade, além das alternativas em avaliação para uma eventual retomada das operações com cartão consignado.
Durante a reunião, os participantes debateram o aperfeiçoamento dos fluxos de consulta, desbloqueio e anuência das operações consignadas. Entre as alternativas em análise está a realização conjunta das etapas de desbloqueio do benefício e anuência por meio de autenticação biométrica no Meu INSS, reduzindo a necessidade de validações em momentos distintos da contratação e tornando a jornada mais simples e segura para o beneficiário.
Também foi discutida, em caráter preliminar, uma proposta para aperfeiçoar o processo de consulta de informações dos beneficiários e de reserva de margem para contratação de crédito diretamente pelo Meu INSS. Pelo modelo em estudo, o aposentado ou pensionista poderia autorizar uma instituição financeira a acessar seus dados para análise da operação e iniciar etapas preliminares da contratação antes da anuência final, inclusive em casos de benefícios bloqueados. A medida busca simplificar o processo para o beneficiário, preservando a segurança das operações e a governança das informações.
No caso das portabilidades, as discussões contemplam a possibilidade de realização da anuência logo no início do processo, o que poderá trazer maior previsibilidade operacional para as instituições financeiras, mais segurança para a liquidação das operações e uma experiência mais fluida para os beneficiários. O tema também envolve a avaliação de ajustes em prazos e fluxos atualmente utilizados.
As discussões refletem o esforço conjunto do setor e dos órgãos públicos para aprimorar a segurança, a transparência e a experiência dos beneficiários nas operações de crédito consignado. As propostas seguem em análise pelo INSS, pela Dataprev e pelo Ministério da Previdência e poderão subsidiar futuras alterações nos processos e na regulamentação das operações, sem que haja, até o momento, definição sobre eventual implementação. A ABBC continuará acompanhando as tratativas e manterá as instituições associadas informadas sobre os próximos desdobramentos.


