
Em meio ao novo pacote de medidas econômicas anunciado pelo governo federal para mitigar os impactos do chamado “tarifaço” imposto pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros, o Fundo Garantidor de Comércio Exterior (FGCE) surge como uma das principais apostas.
Além disso, o mecanismo busca fortalecer a competitividade das exportações nacionais e ampliar o acesso das empresas — especialmente micro, pequenas e médias — ao crédito.
O FGCE integra a reforma estrutural do sistema de garantias à exportação, lançada em agosto de 2025, e faz parte do conjunto de iniciativas do Plano Brasil Soberano.
A proposta é modernizar os instrumentos de apoio ao exportador, reduzindo riscos como inadimplência ou cancelamento de contratos, e descentralizando a exposição fiscal da União.
Para detalhar o funcionamento e as oportunidades do novo modelo, a Comissão de Câmbio da ABBC recebeu, em outubro, Thaís Leal Piffer, Lucas Teruo Imaizumi e Nátany Alves Boldo, representantes da Agência Brasileira Gestora de Fundos Garantidores e Garantias (ABGF), responsável pela operacionalização do FGCE.
Durante a apresentação, Thaís explicou que o Fundo — que contará com aporte inicial de R$ 1,5 bilhão e o respaldo do Fundo de Garantia à Exportação (FGE), com patrimônio de aproximadamente R$ 51 bilhões — atuará na cobertura de até 60% das operações de crédito à exportação, com foco em linhas de pré-embarque, ACC e NCE.
Além disso, com processos automatizados, comunicação via API e precificação competitiva, o FGCE promete reduzir custos de crédito e provisões, estimulando uma inserção mais ampla das empresas brasileiras no comércio exterior. Por fim, o início das operações está previsto para outubro de 2025.


