• Com as condições de mercado mais restritivas, o crescimento das captações totais reduziu em 2025, mesmo com aceleração nos depósitos a prazo.
• As instituições financeiras denominadas como digitais e o setor cooperativo continuam ampliando as suas participações relativas nas captações totais.
• Por causa da apreciação cambial, as captações externas tiveram sua representatividade reduzida, a despeito da trajetória de queda no custo das linhas para exportação.
• Com a liquidação extrajudicial de IF relevante, o estoque de captações intermediadas recuou significativamente no 2º semestre de 2025. Porém, a concentração das plataformas é um fator de risco.
• Excetuando-se as instituições digitais, o custo médio de captação manteve-se em patamares elevados, acompanhando o ciclo de aperto monetário e pressionando as margens de intermediação.
• Os indicadores de liquidez demonstram robustez. A mediana do Índice de Liquidez (IL) de curto prazo elevou-se, reforçando o colchão de ativos líquidos para absorção de choques, mesmo em cenários de estresse. Já o Índice de Liquidez de Longo Prazo (ILE) permaneceu estável, sinalizando a manutenção do equilíbrio entre os vencimentos de ativos e passivos e a ausência de descasamentos estruturais relevantes.
• A liquidez do Fundo Garantidor de Crédito (FGC) reduziu-se fortemente com as liquidações extrajudiciais, atingindo o nível crítico de 1,2% dos depósitos elegíveis em jan/26. Contudo, a estratégia de antecipação de contribuições ordinárias projeta uma recomposição da liquidez para 2,0% em mar/26.


