A Associação Brasileira de Bancos esteve presente no FEBRABAN TECH 2025, com a participação em importante painéis de debates sobre temas relevantes para o setor.
Leandro Vilain, CEO da ABBC, durante o painel “Passo a passo do Drex” do FEBRABAN Tech
O CEO da ABBC, Leandro Vilain, participou no dia 10 de junho do painel “Passo a passo do Drex”, do FEBRABAN TECH, ao lado de Fernando Freitas, superintendente sênior do Bradesco, Larissa Moreira, group product manager do Itaú Unibanco, e Rogério Lucca, secretário executivo do Banco Central do Brasil. A moderação foi de Rubens Sardenberg, diretor executivo de Economia, Regulação Prudencial e Riscos da FEBRABAN.
A conversa abordou os avanços da moeda digital brasileira e os desafios para sua implementação técnica e regulatória. Durante o painel, o secretário executivo do Banco Central, Rogério Antônio Lucca, anunciou o início da terceira fase do piloto do Drex. Segundo ele, a nova etapa será focada em explorar casos de uso com ênfase na facilitação da mobilização de ativos como garantia em operações de crédito.
Leandro reforçou o papel ativo da ABBC na agenda do Drex e na tokenização da economia. A associação lidera um consórcio com 19 participantes — incluindo 16 instituições financeiras e empresas como BBChain, Microsoft e BIP — que está testando os primeiros casos de uso do Drex.
O CEO apresentou os cases testados pelo consórcio como a CCB tokenizada e o uso de crédito colateralizado em títulos públicos. “Ambos mostraram muitas oportunidades de negócios para os associados e mantêm o apetite por investimento em projetos viabilizados pela moeda digital”, afirmou.
Ele também chamou atenção para dois desafios essenciais a serem vencidos para o sucesso futuro da moeda digital brasileira: comunicação e segurança jurídica. “Como o usuário final vai entender, de forma fluida, que aquele depósito tokenizado pode ser usado para uma compra ou como garantia financeira?”, disse o executivo, que também destacou a necessidade de um arcabouço legal claro, que permita resolver disputas com segurança e transparência.
Leandro Vilain reafirmou o compromisso da ABBC com a inovação, a inclusão digital e o fortalecimento do sistema financeiro nacional.
Ricardo Gelbaum, conselheiro da ABBC, durante o painel “Open Finance: maturidade, confiança e perspectivas”
No dia seguinte (11/06), o conselheiro da Associação, Ricardo Gelbaum, participou do painel “Open Finance: maturidade, confiança e perspectivas”, ao lado de Ana Carla Abrão Costa, CEO do Open Finance Brasil; Jóice Almeida, Senior Head Open Data do Santander Brasil; Rogerio Melfi, CPO da PilotIn e líder de comunidade da ABFintechs; com moderação de Ivo Mósca, diretor executivo de Inovação, Produtos e Serviços Bancários da FEBRABAN, no FEBRABAN TECH 2025.
Gelbaum destacou que o Open Finance ainda precisa atingir uma parcela significativa da população e das instituições que não perceberam, na prática, seus benefícios:
“Tão logo a comunicação evolua e o cenário econômico melhore, o Open Finance deve ganhar força como instrumento de inclusão.”
Ana Carla Abrão reforçou o papel da comunicação simples e efetiva. “O Open Finance tem potencial transformador, mas o Brasil ainda enfrenta desafios de educação financeira e confiança. É preciso falar com clareza e mostrar valor no dia a dia das pessoas.”
Em janeiro de 2024, o ecossistema já contava com 52 milhões de consentimentos ativos e mais de 2,3 bilhões de trocas de dados por mês — números que mostram o avanço da infraestrutura, mas também o desafio de converter escala em valor percebido.


