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ABBC amplia iniciativas de cybersecurity para fortalecer inteligência e resposta a ameaças

Comissão que debate o tema na entidade discutiu a evolução dos ataques e apresentou em seu encontro de setembro iniciativas como o MISP ABBC e a Pesquisa Setorial de cibersegurança para ampliar o compartilhamento de inteligência, identificar riscos e fortalecer a preparação das instituições

A Comissão de Cibersegurança da ABBC vem estruturando iniciativas para ampliar a capacidade coletiva de prevenção, identificação e resposta das instituições. Entre as principais frentes estão o MISP ABBC, voltado ao compartilhamento de inteligência sobre ameaças, e a Pesquisa Setorial de Cibersegurança, que busca construir uma visão sobre as práticas, níveis de preparação e principais pontos de atenção do setor (foto: Lucas Faria)

A evolução dos ataques cibernéticos e a ampliação das portas de entrada para criminosos estão mudando os desafios enfrentados pelas instituições financeiras. Casos envolvendo ransomware, comprometimento de credenciais, engenharia social, exploração de aplicações e APIs, além de riscos associados a serviços em nuvem, fornecedores e inteligência artificial, estiveram entre os principais pontos discutidos pela Comissão de Cybersecurity da Associação Brasileira de Bancos do mês de setembro, realizada de forma presencial, em São Paulo.

Mais do que acompanhar a evolução das ameaças, a ABBC vem estruturando iniciativas para ampliar a capacidade coletiva de prevenção, identificação e resposta das instituições. Entre as principais frentes estão o MISP ABBC, voltado ao compartilhamento de inteligência sobre ameaças, e a Pesquisa Setorial de Cibersegurança, que busca construir uma visão sobre as práticas, níveis de preparação e principais pontos de atenção do setor.

Os debates mostraram que o desafio não está apenas na ocorrência de novos tipos de ataques, mas também na combinação de diferentes técnicas. O comprometimento de uma credencial, por exemplo, pode abrir caminho para acessos indevidos a sistemas e informações. Da mesma forma, vulnerabilidades em aplicações, APIs, ambientes de nuvem ou sistemas de terceiros podem criar pontos de exposição que ultrapassam a infraestrutura diretamente controlada pela instituição.

“Quanto maior a participação das IFs, maior a inteligência coletiva e a capacidade de antecipação do setor”, disse o gerente de Segurança da Informação da ABBC, Fernando Magalhães, durante a reunião.

Outro ponto de atenção é o uso crescente de inteligência artificial. A tecnologia amplia as possibilidades de aplicação pelas instituições, mas também passa a integrar o conjunto de riscos que precisam ser monitorados pelas áreas de segurança, especialmente à medida que novas ferramentas e aplicações são incorporadas aos ambientes corporativos.

MISP ABBC amplia o compartilhamento de inteligência

Uma das principais iniciativas da ABBC nessa agenda é o MISP ABBC, plataforma destinada ao compartilhamento de inteligência sobre ameaças. A ferramenta permite disseminar alertas e informações técnicas que podem apoiar as instituições na identificação de sinais de comprometimento e na adoção de medidas de proteção.

A iniciativa também está conectada ao piloto do Boletim de Ameaças do Banco Central, criando uma estrutura para facilitar o acesso às informações produzidas pelo BC e pelo ecossistema. A perspectiva é avançar gradualmente para formas mais automatizadas de utilização desses dados, aproximando o recebimento de um alerta da aplicação de medidas nos sistemas de proteção.

Na prática, a proposta é reduzir as etapas entre a identificação de uma ameaça e sua utilização pelas equipes responsáveis pela segurança. Em um cenário de ataques que podem se espalhar rapidamente ou explorar vulnerabilidades semelhantes em diferentes organizações, a velocidade de circulação e utilização da inteligência passa a ser um fator relevante na capacidade de resposta.

Pesquisa Setorial de Cibersegurança busca ampliar visão sobre o setor

Outra frente apresentada pela Comissão foi a Pesquisa Setorial de Cibersegurança da ABBC, iniciativa que busca reunir dados sobre as práticas e o nível de preparação das instituições participantes.

O levantamento poderá contribuir para identificar diferentes níveis de maturidade, pontos de atenção e necessidades de evolução, criando uma referência setorial para apoiar a definição de prioridades, planos de ação e investimentos em segurança.

Além de produzir uma visão mais estruturada sobre o cenário de cybersecurity, a pesquisa busca fortalecer o conhecimento compartilhado entre as instituições e contribuir para a identificação de lacunas e oportunidades de evolução.

A participação das instituições é importante para ampliar a representatividade dos dados e fortalecer a visão coletiva sobre os desafios no setor. Os associados interessados em participar da pesquisa podem manifestar interesse pelo e-mail comissoes@abbc.org.br.

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