Embora haja a percepção de que a demanda por crédito deva permanecer forte, especialmente nas modalidades corporativas, a PTC indicou que as condições de oferta no 1T26 se tornaram mais restritivas na maior parte dos segmentos. Com a deterioração dos indicadores de inadimplência e a redução da tolerância ao risco por parte das IFs, a percepção é de que o quadro seja agravado no 2T26.
GE: No 1T26, a elevação da pressão na oferta foi parcialmente mitigada pela concorrência e pelo crédito direcionado. Para o 2T26, espera-se a manutenção desse cenário, com destaque para os fatores associados à inadimplência. A demanda continuou sustentada pela necessidade de capital de giro e pelo movimento nas taxas de juros.
MPMEs: O crédito direcionado, sobretudo os repasses do BNDES e Finame, desempenhou papel relevante na oferta de crédito no 1T26 ao atenuar parcialmente à deterioração dos fatores associados à inadimplência (condições dos clientes e nível de inadimplência) e à tolerância ao risco. Para o 2T26, não há expectativa de alteração desse quadro.
PF-Consumo: Observou-se, no 1T26, uma maior restrição nas condições de oferta por conta do avanço do comprometimento de renda e da inadimplência. Para o 2T26, esses fatores, associados à uma redução na tolerância ao risco devem tornar o ambiente mais restritivo.
PF-Habitacional: A elevação no comprometimento de renda e da inadimplência, a menor tolerância ao risco e o aumento do custo de funding contribuíram para as condições mais apertadas na oferta de crédito. Com a captação de novos clientes mitigando parte deste impacto. Para o 2T26, espera-se intensificação desse quadro adverso.


