Regras recentes para provedores de tecnologia que operam no sistema financeiro mobilizam instituições na adaptação a controles, auditorias e práticas de governança mais rigorosas

A Comissão de Cybersecurity da ABBC apresentou em sua reunião de fevereiro os procedimentos e as condições estabelecidos pelo Banco Central para o credenciamento de Provedores de Serviços de Tecnologia da Informação (PSTI), estabelecendo parâmetros mínimos de governança, cibersegurança, continuidade de negócios e capacidade técnico-operacional para empresas que prestam serviços críticos a instituições financeiras e de pagamento. As mudanças fazem parte do esforço do regulador para aumentar a resiliência tecnológica do Sistema Financeiro Nacional, reduzir vulnerabilidades e assegurar maior confiabilidade na operação de sistemas como TED, Pix e demais serviços sensíveis.
A pauta detalhou como os provedores precisam estruturar equipes responsáveis por segurança da informação, gestão de riscos e compliance, estabelecer políticas formais, documentar processos e comprovar capacidade técnica e operacional. Também foi destacado o papel das certificações internacionais, como a ISO 27001, e dos pareceres de auditorias independentes, instrumentos que comprovam o atendimento aos padrões exigidos. Outro ponto discutido foi a necessidade de reforço na chamada higiene cibernética e todo o arcabouço se segurança necessário, incluindo gestão de vulnerabilidades, operações de monitoramento contínuo, soluções de detecção e resposta a incidente e campanhas de conscientização. A gestão de identidade e acessos, o controle rigoroso de credenciais e a revisão periódica de permissões também figuraram como temas centrais.
Representantes comentaram ainda os desafios ligados à gestão de terceiros, que exige políticas específicas, ambientes e acessos segregados, onde se destacam mecanismos como cofres de senha, além da importância de registrar e monitorar todos os pontos de acesso de fornecedores externos. O encontro também abordou a necessidade de adoção de planos de continuidade e mecanismos de resposta a incidentes, incluindo procedimentos de emergência para prevenção a fraudes como mecanismos de circuit break através do ambiente tecnológico, garantindo que falhas ou ataques não comprometam a operação das instituições atendidas.
A ABBC segue acompanhando as discussões regulatórias e oferecendo apoio às instituições com materiais de orientação, consolidação de entendimentos e espaço para troca de experiências, contribuindo para que o setor avance com segurança e alinhamento às expectativas do regulador.


