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Golpe do falso advogado: alerta, prevenção e atuação da ABBC contra fraudes que atingem clientes e instituições

Golpistas se passam por advogados para obter pagamentos via Pix, o que vem mobilizando a Associação e outras entidades em torno de uma cooperação jurídica e educacional de esclarecimento junto ao setor financeiro

No fim de janeiro, associados à ABBC debateram durante reunião da Comissão de Assuntos Jurídicos e Legislativos o tema do “golpe do falso advogado”, um tipo de golpe que tem se disseminado no país e impacta tanto consumidores quanto instituições financeiras. A prática consiste em fraudadores que se passam por advogados ou representantes de escritórios de advocacia para induzir vítimas a realizar pagamentos indevidos sob pretextos jurídicos falsos, como a liberação de valores judiciais, custas processuais ou honorários que não existem.

Os criminosos costumam coletar dados públicos sobre processos judiciais e usar essas informações para dar aparência de legitimidade às abordagens, que geralmente ocorrem por telefone, WhatsApp ou outros aplicativos de mensagens. Com isso, conseguem convencer a vítima a fazer transferências, especialmente via Pix, para contas controladas por eles.

Diante da complexidade e sofisticação desses golpes, entidades como a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) lançaram campanhas de prevenção e ferramentas de verificação, como a plataforma digital ConfirmADV, que permite checar se um profissional está devidamente inscrito nos quadros da OAB antes de efetuar qualquer operação solicitada.

O aumento desse tipo de fraude tem levado seccionais da OAB a ajuizarem ações civis públicas contra instituições financeiras, operadoras de telefonia e plataformas digitais, cobrando dever de informação e medidas para mitigar a atuação dos golpistas.

A ABBC trabalha com entidades parceiras, propondo contribuições jurídicas, materiais de orientação e cooperação técnica com a OAB Nacional para fortalecer a prevenção e a resposta a esses golpes no meio bancário e jurídico. Os associados também são orientados a reforçar práticas de segurança e comunicação com clientes para reduzir riscos e evitar prejuízos decorrentes dessa modalidade de fraude.

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