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MED 2.0 no Pix: o que muda na prática para as instituições

Grupo de Trabalho da ABBC debate a transição para a nova versão, os prazos e ajustes operacionais que exigem atenção das áreas de negócios, tecnologia e prevenção a fraudes das IFs em 2026

O GT Modalidades do Pix da ABBC promoveu uma reunião com instituições associadas em janeiro para debater os principais pontos de atenção relacionados à implementação do MED 2.0, nova versão do Mecanismo Especial de Devolução. O debate teve como objetivo alinhar entendimentos sobre a fase de transição, os prazos regulatórios e os ajustes operacionais que demandarão atenção das áreas de negócios, tecnologia e prevenção a fraudes ao longo de 2026, conforme as diretrizes do Banco Central.

O MED 2.0 amplia e aprimora os instrumentos de combate a fraudes e golpes no Pix, reforçando as responsabilidades das instituições participantes e exigindo maior integração entre sistemas, processos e governança interna. Durante a reunião, foram discutidos aspectos relevantes da convivência entre versões, da continuidade operacional e da adaptação gradual das instituições ao novo modelo.

Período de transição

Foi esclarecido que haverá um período de transição, no qual o MED 1.0 e o MED 2.0 coexistirão, justamente para garantir a continuidade dos pedidos de devolução e mitigar riscos operacionais durante a adaptação dos participantes. Nesse intervalo, os fluxos já existentes permanecem válidos, inclusive nos casos em que alguma instituição ainda não esteja totalmente aderente ao novo modelo.

Também foi destacado que a transição foi desenhada para preservar a interoperabilidade entre os participantes, de modo que eventuais assimetrias de implementação entre instituições não comprometam o funcionamento do mecanismo. A lógica de tratamento das solicitações seguirá o padrão da instituição recebedora, assegurando estabilidade na comunicação e na mensageria do Pix.

Instituições deverão tratar integralmente a mensageria

Outro ponto de atenção reforçado no encontro foi que o MED 2.0 não se limita ao recebimento de mensagens. As instituições passam a ter a responsabilidade de tratar integralmente a mensageria, o que demanda ajustes sistêmicos e operacionais, além de alinhamento entre áreas técnicas e de negócio.

A ABBC segue acompanhando de forma próxima a implementação do MED 2.0, atuando junto às instituições associadas para esclarecer dúvidas, promover alinhamento interpretativo e apoiar a transição para o novo modelo. O tema continuará na agenda do GT, com foco no fortalecimento da segurança do Pix, na redução de fraudes e na preservação da confiança dos usuários no sistema de pagamentos instantâneos.

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