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Desaceleração nítida

De forma compatível com a taxa de juros em terreno fortemente contracionista, a desaceleração no mercado de crédito mostra-se nítida. Mais sensíveis ao aperto monetário, os títulos negociados no mercado de capitais exibiram uma desaceleração mais contundente, com a expansão do saldo de debêntures e notas comerciais reduzindo-se de 24,4% a.a. em dez/24 para 17,2% a.a. em setembro e a dos securitizados diminuindo de 37,8% a.a. para 13,6% a.a..

Com desaceleração em modalidades representativas, a relativa estabilidade ao longo de 2025 na expansão do crédito com recursos livres (RL) para pessoas físicas (PF) foi sustentada pelo dinamismo na rubrica cartão de crédito, que saiu de uma taxa de 12,6% a.a. em dez/24 para 16,1% a.a. em setembro, notadamente no rotativo, cuja expansão passou de -2,4% a.a. para 29,3% a.a.. Como único segmento com aceleração em 2025, nas linhas para pessoas jurídicas (PJ) com recursos direcionados (RD), os destaques no crédito ficaram com outros créditos (incluindo o Pronampe e FGI Peac), com a alta elevando-se de 28,1% a.a. em ago/25 para 30,7% a.a. em setembro (15,1% a.a. em dez/24).

Ratificando o arrefecimento, a elevação das concessões totais acumuladas em 12 meses (12m) diminuiu de 15,5% a.a. em dez/24 para 10,8% a.a. em setembro, com o indicador com RL reduzindo-se de 16,3% a.a. para 10,9% a.a.. Em sentido contrário, a taxa de expansão dos novos empréstimos com RD para PJ aumentou de uma alta de 12,8% a.a. para uma de 38,0% a.a..

Provavelmente, revertendo uma trajetória de alta, a taxa média de juros das concessões caiu -0,4 p.p. em setembro para 31,3% a.a. (28,5% a.a. em dez/24). Após 5 meses em alta, e ainda impactada pela deterioração no cenário de risco e pela mudança no padrão contábil, a taxa de inadimplência nos empréstimos do SFN estabilizou-se na margem em 3,9% em setembro (3,2% em jan/25).

Desde jan/25, adaptando-se à implementação da Resolução CMN 4.966/2021, as instituições financeiras (IFs) elevaram as parcelas de provisões em relação ao crédito, com as públicas (IFpub) aumentando de 5,9% em jan/25 para 6,6% em setembro, as estrangeiras (IFest) de 6,7% para 7,2% e as privadas nacionais de 8,1% para 8,4%.

A participação dos ativos problemáticos nos empréstimos para PJ elevou-se de 5,8% em jan/25 para 6,0% em setembro, com indicador para as Micro, Pequenas e Médias empresas (MPMe) subindo no período de 8,2% para 8,9%, mantendo-se na margem e as Grandes empresas (Ge) em 3,6% (3,8% em jan/25).

Com esse cenário, a Diretoria de Economia, Regulação e Produtos da ABBC manteve sua projeção para 2025, de uma alta de 9,1% (10,0% para PF e 7,7% para PJ), sendo elevações de 8,7% com RL (10,0% para PF e 7,0% para PJ) e de 9,7% com RD (10,0% para PF e 9,0% para PJ).

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