A ABBC promoveu, em julho, uma reunião da Comissão de Prevenção a Fraudes, com a participação das Comissões de Assuntos Jurídicos e Legislativos e de Cybersecurity, para debater os avanços da Aliança Nacional de Combate a Fraudes Bancárias Digitais. O encontro contou com a apresentação de Ana Carla Bassaneze, Credit Risk & Fraud Senior Manager da Accenture, que detalhou os objetivos e próximos passos da Aliança, formada entre o Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) e Febraban, envolvendo entidades dos setores público e privado.
A Aliança foi firmada em fevereiro/2025 e tem como principal meta promover a atuação conjunta entre instituições privadas e órgãos públicos, no enfrentamento às fraudes digitais, especialmente as que envolvem engenharia social e uso indevido de identidade. A iniciativa surge em um contexto de crescente digitalização e a bancarização transformando a vida financeira dos brasileiros e, junto, o aumento da sofisticação dos golpes virtuais, com impactos diretos na confiança dos consumidores e na integridade do sistema financeiro.
Durante a apresentação, Ana Carla destacou os seis pilares estratégicos da Aliança:
• aprimoramento dos processos de prevenção a fraudes e golpes (ex. padronização de tipologias de fraudes e golpes, monitoramento de leis, dentre outros);
• intensificação de ações de combate e repressão contra crimes de fraudes e golpes (ex. cooperação entre as instituições financeiras e forças de segurança);
• compartilhamento e tratamento de dados e informações entre agentes públicos e privados;
• capacitação de agentes públicos, entidades privadas e população em geral;
• ações de tratamento e cuidados às vítimas; e
• conscientização da população para a prevenção.
Embora a adesão à Aliança seja voluntária, ela se baseia em princípios de autorregulação e deve contar com ampla participação do setor financeiro. A expectativa é que funcione como um marco permanente de cooperação, conferindo agilidade às ações de resposta e maior segurança ao ecossistema.
Os trabalhos estão sendo conduzidos com apoio consultivo e facilitador da Accenture – esses trabalhos serão conduzidos ao longo de 60 meses.
Foi ressaltada a importância da interlocução com o Banco Central e outros órgãos reguladores como elemento fundamental para dar legitimidade às ações e permitir a formulação de propostas a partir das evidências levantadas pelo grupo técnico.
Ao final, foram discutidos os próximos passos para as instituições, como o mapeamento de suas estruturas e fluxos internos, a revisão de contratos com provedores e a avaliação da viabilidade técnica de integração a uma possível plataforma unificada de comunicação.


