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Pix por aproximação avança e promete mais agilidade nas transações

Durante a Comissão de Produtos PF, realizada no dia 14 de março de 2025, a Matera apresentou as principais novidades sobre o Pix por Aproximação, um avanço que promete reduzir a fricção nas transações presenciais e ampliar a adesão ao sistema de pagamentos instantâneos. A funcionalidade, que utiliza a tecnologia NFC, permite que os usuários realizem pagamentos de forma rápida e segura, sem a necessidade de digitar senhas ou escanear QR Codes.

Janete Sena, Product Manager da Matera, destacou que o Pix por Aproximação se alinha às tendências de pagamentos sem contato, oferecendo mais praticidade na experiência do usuário. “Assim como acontece com os cartões de crédito e débito, o pagador poderá simplesmente aproximar o celular ou outro dispositivo compatível de pagamento e concluir a transação”, explicou. O valor máximo por transação será R$ 500.

Um dos grandes benefícios dessa inovação é a eliminação de etapas que hoje tornam a jornada de pagamentos via Pix mais demorada, como a necessidade de acessar o aplicativo do banco, fazer login e escanear um QR Code. Em locais de grande fluxo, como supermercados, eventos e transporte público, a agilidade desse novo modelo se torna ainda mais relevante. “Ninguém quer perder tempo na fila ou enfrentar dificuldades de conexão com a internet para concluir um pagamento. O Pix por Aproximação vem para resolver essa dor”, afirmou Janete.

Os três modelos de funcionamento previstos do Pix por Aproximação, apresentados pela Matera

Modelos de operação e segurança

A nova funcionalidade poderá ser utilizada de três formas principais, adaptando-se a diferentes necessidades e cenários de uso:

1. Iniciação sem redirecionamento (via Open Finance) – Nesse modelo, o pagamento acontece de forma direta, sem que o usuário precise trocar de aplicativo ou passar por autenticações adicionais. Isso significa que instituições financeiras que já operam dentro do Open Finance podem oferecer a funcionalidade sem que o cliente precise ser redirecionado para o app do banco para concluir a transação.

2. Iniciação via aplicativo do PSP (Provedor de Serviços de Pagamento) – Aqui, o próprio aplicativo da instituição financeira ou da carteira digital pode capturar as informações necessárias para a transação via NFC. Esse modelo pode ser útil para bancos e fintechs que desejam oferecer mais conveniência aos seus clientes, permitindo que o pagamento seja feito de forma intuitiva dentro do app. Além disso, essa abordagem permite que os provedores de serviço implementem camadas extras de segurança, como a necessidade de autenticação para valores mais altos ou a personalização de limites de transação.

3. Pagamento off-line – Esse modelo traz um avanço significativo ao permitir que transações sejam realizadas mesmo sem conexão com a internet. Em cenários como transporte público, eventos e locais com baixa conectividade, essa função pode garantir uma experiência fluida para o usuário, eliminando a necessidade de estar on-line no momento do pagamento. A tecnologia utilizada nesse caso viabiliza que a transação seja iniciada diretamente pelo sistema da instituição financeira, que poderá validar a operação posteriormente.

Segurança e confiabilidade

A segurança foi um dos pontos centrais abordados durante a apresentação. Como a tecnologia NFC já é amplamente utilizada nos cartões contactless, os usuários estão familiarizados com esse modelo de pagamento. “As pessoas já utilizam o pagamento por aproximação com cartões de crédito e débito. Agora, elas poderão utilizar também o Pix, então já é algo conhecido nesse aspecto”, explicou Janete Sena.

Além disso, a nova modalidade reduz o tempo de transação e facilita a experiência de uso. “Hoje, para pagar com Pix em lojas físicas, é preciso acessar o aplicativo do banco, fazer login, entrar na área do Pix e escanear o QR Code. Com o Pix por Aproximação, basta aproximar o celular e concluir o pagamento, sem precisar passar por todas essas etapas”, acrescentou Janete.

Outro aspecto relevante é a possibilidade de adaptação a diferentes cenários. O modelo de pagamento off-line, por exemplo, pode ser muito útil para evitar filas e garantir rapidez em eventos e no transporte público.

Com essa inovação, o Banco Central reforça o compromisso de tornar o Pix um sistema cada vez mais acessível, seguro e eficiente. A adoção dessa tecnologia tem potencial para transformar a experiência dos consumidores e lojistas, reduzindo filas, otimizando o tempo das operações e consolidando o Pix como um dos principais meios de pagamento do país.

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