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Forte deterioração na qualidade da carteira

O saldo total das operações de crédito do SFN registrou na margem uma redução da expansão de 9,7% a.a. em jun/26 para 9,5% a.a. em julho.  Alinhando-se os efeitos da política monetária restritiva sobre a atividade, observa-se a desaceleração nas modalidades com RL, particularmente nas modalidades de prazo mais longo que são mais sensíveis ao ciclo econômico. Já as modalidades de curto prazo ou emergenciais, que são mais onerosas, continuam crescendo de forma mais célere, ainda que com desaceleração.

Por outro lado, os créditos com RD continuam em expansão para PF, na linha do crédito imobiliário, e para PJ, com o impulso das operações com fundos garantidores. Mesmo com algum arrefecimento, o mercado de capitais mostra-se como uma importante fonte de captação para PJ, especialmente para as grandes empresas, com uma alta de 14,5% a.a. no saldo de dívida privada e de 18,9% a.a. por meio de títulos securitizados.

No que tange à qualidade dos empréstimos, a inadimplência continua em alta, atingindo recorde histórico. Dentre as linhas para PF, destaques para as taxas do: cartão de crédito rotativo (65,8%); não consignado (10,7%); e consignado privado (10,0%). Já para PJ, ressaltam-se: capital de giro (5,8%); e MPMe (3,6%). Tal movimento reflete-se na elevação no percentual dos Ativos Problemáticos (AP), principalmente para as micro (12,0%) e pequenas empresas (11,4%), assim como para indivíduos que não têm rendimento (22,7%) ou recebem até 1 salário mínimo (12,8%).

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