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Aumentam as apostas em cortes adicionais na Selic

• Compatível com o atual cenário para a inflação, o Copom deverá reduzir a Selic para 14,00% a.a., podendo sinalizar uma pausa no ciclo de calibração, condicionada à evolução dos indicadores econômicos.
• Com uma melhora qualitativa, a alta do IPCA-15 de julho reduziu-se de 4,80% a.a. em mai/26 para 4,52% a.a., aproximando-se do teto da meta. Ainda acima do teto da meta, a projeção para o IPCA em 2026 no Focus caiu de 5,12% para 5,03%. Assim, o Boletim passou a projetar um corte adicional de -0,25 p.p. na Selic, de modo que a taxa para o final do 2026 reduziu-se de 14,00% a.a. para 13,75% a.a..
• A aposta por uma nova redução de mesma magnitude em setembro tornou-se majoritária, saindo de 45,0% para 65,0%. Com a queda nos prêmios dos vértices de curto prazo, a taxa real de juros ex-ante recuou -0,23 p.p. na semana, para 9,28% a.a.. Apesar da preocupante trajetória de elevação da dívida pública, o prêmio do CDS de 5 anos reduziu-se em 12m aproximadamente -25 bps.
• O mercado de trabalho mostrou uma queda real nos rendimentos. Mesmo com a arrecadação federal exibindo alta relevante em termos reais, o déficit primário alcançou 1,19% do PIB em junho. Ademais, alavancada pelos juros nominais elevados, a dívida bruta alcançou 81,9% do PIB, com elevação de 5,6 p.p. em 12m.
• Na agenda da semana, além da decisão do Copom as atenções se voltam para os números da produção industrial, balança comercial e o IGP-DI. No exterior, destaque para o payroll, além da PMI manufatura e serviços nos EUA, Zona do Euro e China.

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