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Consignado mais barato afeta os médios

Por enquanto, eles estão apenas na plateia. Sem poder de fogo para conseguir mudar os juros no país, os bancos de pequeno e médio portes até agora estão apenas assistindo à movimentação das maiores instituições do país. Mas sabem que não vão ficar ilesos por muito tempo.
"Os pacotes lançados pelos bancos podem ter um componente grande de marketing. Mas a tendência da queda das taxas de juro é real. Só deve levar algum tempo para isso se tornar perceptível no sistema", diz o vice-presidente de tesouraria de um banco de médio porte com foco em crédito para empresas.
A questão é mais sensível para os bancos menores que operam com o crédito consignado, aquele com desconto direto na folha de pagamento. Sem a volta à normalidade das compras de carteiras depois da descoberta da fraude no PanAmericano, esses bancos enfrentam dificuldades para compor o funding, o que tem tornado o custo de captação deles ainda mais elevado. "O mercado já está bastante difícil, não temos por onde cortar taxas", afirma o vice-presidente de um banco que só opera com consignado.
A Caixa e o Banco do Brasil, por exemplo, divulgam que cobram uma taxa de juros máxima ao mês de 1,8% para o consignado de 60 meses do INSS. Bancos que só operam com essa modalidade de crédito estão, em sua maioria, cobrando 2,34% ao mês, de acordo a tabela divulgada pelo Ministério da Previdência.
Na disputa pelo cliente, os bancos de pequeno e médio portes esperam poder se valer do fato de não exigirem nenhuma contrapartida para realizar a concessão. Como só operam com o consignado, não podem levar o cliente a abrir uma conta corrente ou a aderir a um pacote de tarifas. "No fim, tudo isso pode tornar o custo do produto mais caro", afirma Renato Oliva, presidente da ABBC, associação que reúne os bancos de menor porte.
Crédito pessoal tradicional, cheque especial e cartão de crédito - modalidades que o governo tem cobrado mais duramente redução de spreads - são produtos que não são vendidos por bancos médios.
Instituições que atuam com crédito para médias empresas por enquanto se dizem mais tranquilas em relação aos anúncios dos grandes bancos. "No crédito para pessoas jurídicas, o que vimos foram mais anúncios para micro e pequenas empresas", diz o presidente de um banco de médio porte. "Parece que o governo enxergou que há mais competição nesse segmento [de médias]."
Fonte: Valor Econômico/ Carolina Mandl - 19/04/2012
 


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