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Tesouro capta R$ 3 bi em bônus em reais

O Tesouro Nacional vendeu nesta terça-feira R$ 3 bilhões em bônus denominados em reais com vencimento em 2024, com rendimento de 8,6% ao ano aos investidores. A demanda superou R$ 5 bilhões e esse é o menor rendimento registrado em uma emissão em reais segundo a série histórica do Tesouro, que começou em 2005. Os papéis saíram ao preço de 99,292% do valor de face, com cupom de 8,5%.
A liquidação financeira ocorrerá em 27 de abril e os cupons serão pagos semestralmente até o vencimento em janeiro de 2024.
A oferta, coordenada pelos bancos HSBC e Goldman Sachs, ainda poderá ser estendida hoje ao mercado asiático, em até R$ 300 milhões, nas mesmas condições obtidas na oferta nos mercados europeu e norte-americano.
Ao mesmo tempo, entre hoje e sexta-feira o Tesouro recomprará outros títulos denominados em reais com vencimento em 2016 e 2022. O processo pode ser finalizado antes, caso o Tesouro considere necessário. O estoque deste tipo de papel chegava a R$ 6,5 bilhões em fevereiro deste ano, mas nem todo o valor será necessariamente recomprado.
Ontem pela manhã, ao anunciar a emissão e recompra de bônus em reais, o governo informou que o "o objetivo da operação é adequar o perfil de maturação e melhorar a liquidez dos títulos denominados em reais". Por isso, a decisão de emitir papéis com vencimento em 2024, que estão sendo mais demandados pelos investidores estrangeiros, e a recompra de títulos com vencimentos em 2016 e 2022, onde há pouca liquidez.
Recentemente, o secretário do Tesouro Nacional, Arno Augustin, afirmou que o governo brasileiro faria uma emissão em reais. A medida, segundo ele, ajudaria o governo a combater a valorização excessiva do real em relação ao dólar. "Com a emissão atendemos a demanda dos estrangeiros por reais, sem pressionar o mercado doméstico", explicou uma fonte do governo.
Segundo um analista de mercado, os investidores estão interessados em papéis brasileiros mais longos - vencimento em 2024. E o Tesouro Nacional estava ciente de que se emitisse papéis com prazo maior, como 2028, não haveria tanta demanda. "Por isso resolveram colocar uma data intermediária", destacou.
A última vez em que o Brasil vendeu títulos denominados na moeda local havia sido em outubro de 2010. À ocasião, o Tesouro reabriu uma emissão de bônus em reais com vencimento em 2028 e captou R$ 1,1 bilhão. O rendimento garantido aos investidores naquele momento foi de 8,85% ao ano.
Para Alexei Remizov, diretor-gerente de mercado de capitais do HSBC em Nova York, a captação atingiu o objetivo principal do Tesouro, que era melhorar a liquidez dos papéis denominados em real, e a colocação ao menor rendimento ao investidor (yield) já visto mostra o apetite de investidores por eles.
Entre os compradores da dívida brasileira estão grandes investidores institucionais dos Estados Unidos e Europa e fundos soberanos do Oriente Médio, e o governo deve usar cerca de metade do valor captado ontem, ou R$ 1,5 bilhão, para recomprar até sexta-feira os papéis que vencem em 2016 e 2022, que também são denominados na moeda brasileira.
Fonte: Valor Econômico/ Edna Simão/Thiago Resende/Filipe Pacheco - 18/04/2012
 


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