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Setores aprovam pressão sobre os bancos

A forma dura como o ministro da Fazenda, Guido Mantega, se portou diante dos empecilhos que os bancos colocam para reduzir o spread foi comemorada por alguns setores da economia. Entidades ligadas ao setor produtivo e varejista apoiaram a posição do governo federal.
Segundo o presidente da Federação das Indústrias dos Estado de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf, os dados comprovam que há muito espaço para redução do spread sem depender de medidas do governo.
?Os bancos públicos estão cumprindo o papel que sempre deveriam ter exercido. O spread é elevadíssimo e injustificável, assim é correto que baixem suas taxas de juros?, comenta Skaf.
Fábio Pina, assessor econômico da Federação dos Comerciantes de Bens, Serviços e Turismo (Fecomércio), mais de um terço do spread é lucro, o que pode ser reduzido. ?A taxa média de empréstimo para Pessoa Jurídica é de 20%. Nenhum outro negócio do mundo dá um retorno deste?, reclama Pina.
Segundo o economista, uma das maiores preocupações dos empresários é o financiamento do capital de giro, que, por ser tão caro, inviabiliza muitos negócios. ?O custo do capital de giro tem matado muitas empresas?, afirma
Wermeson França, economista da consultoria LCA, vê espaço para a redução do spread, no entanto, tem dúvidas sobre a efetividade de juros mais baixos sobre a atividade econômica.
?A Fazenda está tentando estimular o consumo, mas as famílias têm limite de endividamento. Talvez essas medidas tenham efeito no próximo ano. Não é do dia para a noite que, por causa da redução dos juros, o custo das dívidas privadas cairão?, diz França.


Fonte: Brasil Econômico/ Gustavo Machado - 13/04/2012
 


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