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Perde força a tese de novo afrouxamento monetário nos EUA

Ganhou força, ontem, a visão de que o Federal Reserve (Fed, banco central americano) não vai intensificar seu programa de afrouxamento monetário na sua próxima reunião, que vai acontecer nos dias 23 e 24 de abril. Os diversos retratos da economia americana compilados no Livro Bege pelo Fed reforçaram a visão relativamente otimista sobre a economia americana.
Esse cenário já havia aparecido na ata da reunião do Comitê de Mercado Aberto (Fomc, na sigla em inglês) de março, divulgada no dia 3 de abril, que também descreveu a recuperação da economia como "modesta" e demonstrou preocupações com a taxa de desemprego e a subida nos preços do petróleo. O Livro Bege, no entanto, foi preparado antes da divulgação dos números piores do que o esperado sobre o emprego em março, que abalaram os mercados em Wall Street durante a semana.
Para o economista Jeffrey Greenberg, do Nomura, o Livro Bege reforçou a visão de que não haverá mudanças na política monetária do Fed na próxima reunião, mas que "haverá muita discussão em junho, quando a ‘Operação Twist‘ está prevista para terminar. "Nós continuamos a esperar outra rodada de compra de ativos com foco em hipotecas logo depois do fim da ‘Operação Twist‘, mas reconhecemos que a recente melhora nos dados da economia diminuiu nossas convicções."
Apesar de relatar melhoras em diversos setores e distritos dos Estados Unidos, o aumento nos preços do petróleo foi apontado como a principal preocupação para o setor manufatureiro. E também pode influenciar os rumos da política monetária do Fed, não por seu peso na inflação, mas por representar uma parcela importante dos gastos dos consumidores e das empresas.
"Embora a perspectiva de curto prazo para os gastos de consumo seja animadora, os contatos em vários distritos expressaram preocupação de que os preços da gasolina podem limitar os gastos discricionários nos próximos meses", diz o Livro Bege.
De acordo com o relatório, a inflação no país é "modesta", ainda que metade dos distritos aponte aumento nos custos de transportes, com destaque para o setor manufatureiro de Richmond, que considera "o aumento nos preços dos combustíveis um problema sério para o transporte marítimo e terreno".
A tímida recuperação da economia tornou o repasse do aumento nos custos desigual nos diferentes distritos. Somente as empresas de transporte em Dallas e Atlanta conseguiram repassar o aumento dos custos com energia integralmente aos consumidores.
Preocupação central dos membros do Fomc na última ata, as contratações no mercado de trabalho expandiram a um "ritmo modesto" ou permaneceram "estáveis" em muitos distritos, com as pressões por aumentos salariais contidas.
Em Boston Cleveland e em Chicago, o setor manufatureiro expandiu sua folha de pagamento, mas apontou dificuldade de encontrar mão de obra altamente qualificada. Enquanto mais da metade dos distritos mostrou preocupação com o aumento dos custos, destacando, novamente, o petróleo. Preocupações com a crise na Europa surgiram apenas entre o setor industrial de Boston e de Cleveland.
O Livro Bege também apontou melhor demanda para serviços profissionais, gastos de consumo positivos, aumento do fluxo de turismo e alguma melhora no mercado de imóveis residenciais e estabilidade ou crescimento modesto nos empréstimos.


Fonte: Valor Econômico/ Carolina Oms - 12/04/2012
 


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