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Taxas longas reforçam viés de baixa

O movimento de queda nas taxa longas de juros futuros continua na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F), sugerindo que a esperada queda da Selic para o patamar de um dígito pode ser algo mais duradouro do que o previsto anteriormente.
Ontem, a baixa foi mais acentuada nos contratos com vencimento de janeiro de 2016 em diante. O contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) com entrega para essa data perdeu 0,09 ponto percentual, para 10,49%, nova mínima histórica.
Parte da queda de ontem foi atribuída ao fluxo de recursos externos e a zeragem de posição de um grande investidor que vinha apostando justamente no aumento da inclinação da curva futura de juros.
Outro assunto em pauta foi a noticiada (e já desmentida) intenção do governo de rever a tributação sobre os investimentos em renda fixa. Segundo matéria do Valor de ontem, a proposta seria tornar mais punitiva a tributação dos títulos de renda fixa atrelados à taxa Selic. Com isso, se criaria incentivo à busca de remuneração pré-fixada.
O ministro da Fazenda, Guido Mantega, negou a existência de qualquer estudo sobre aumento de impostos. No entanto, o movimento de baixa permaneceu nos juros futuros.
Segundo o vice-presidente de tesouraria do Banco WestLB, Ures Folchini, mesmo com o desmentido, esse não deixa de ser um tópico relevante. Em algum momento, diz o especialista, o governo tem de começar a fazer a desindexação da economia.
Ainda de acordo com Folchini, ao tomar medida nesse sentido, a política monetária ganha força. Em outros termos, ajustes menores na Selic teriam impacto maior no lado real da economia.
Para um tesoureiro, a questão que moveu o mercado seria mesmo técnica. Com os contratos futuros sugerindo Selic ao redor de 9% e alguns agentes apostando em taxas ainda menores, não tem como a curva toda não perder prêmio.
Outro fator apontando como favorável pela queda dos juros futuros são as coletas privadas de preço, que seguem sugerindo inflação baixa agora em fevereiro.
Permeando a movimentação do dia, segue válida a impressão de parte do mercado de que o governo vai colocar os juros para baixo e caso a inflação ou a demanda vire um "problema", a resposta será dada por meio de medidas prudenciais ou outras ferramentas. Com isso, ficaria aberto o espaço para pensar em juros menores por prazos mais longos. Por isso mesmo, a curva futura tem de perder inclinação.
No câmbio, o marasmo é grande nas mesas conforme a possibilidade de novas atuações do Banco Central (BC) limita a abertura de posições vendidas e a expectativa de fluxo bloqueia apostas de valorização do dólar.
Os operadores notam a perda de volatilidade do câmbio desde que os leilões do governo voltaram a acontecer.
Desde que o BC retomou as atuações, no dia 3 de fevereiro, o dólar ronda a linha de R$ 1,720.
De fato, a cotação média da moeda desde então é de R$ 1,721, com máxima em R$ 1,727 e mínima de R$ 1,715.
Ontem, o dólar comercial subiu 0,34%, e fechou a R$ 1,721.
Na BM&F, o dólar para março subia 0,37%, a R$ 1,7305, antes do ajuste final de posições.
Fonte: Valor Econômico - 15/02/2012
 


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