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Panamericano, Banrisul e Daycoval apresentam bons resultados

Ontem, a agenda de boa parte dos investidores e analistas esteve comprometida com as teleconferências de resultados do Banco do Brasil, Panamericano, Banrisul e Daycoval. No caso das instituições de médio porte, apesar dos números divulgados serem, em sua maioria, positivos em relação a 2010, não houve otimismo na bolsa. Enquanto as ações do Panamericano caíram 0,29%, os papéis do Banrisul registraram queda de 1,33% e os do Daycoval, de 0,84%. Segundo Aloísio Lemos, analista da Ágora Corretora, a depreciação, no caso do Daycoval, pode ser explicado pelo mau humor do mercado — ontem, o Ibovespa caiu 0,99%.
“O ano passado foi de muito trabalho. Procuramos arrumar bastante a casa em todas as frentes: na área de concessão, cobrança e adequação de sistemas. E procuramos ter posicionamento do banco no mercado de financiamento ao consumo.”, afirma José Luiz Accar Pedro, diretor-presidente do Panamericano, que assumiu o cargo no fim de janeiro de 2010, quando o banco BTG Pactual comprou a fatia do grupo Silvio Santos na instituição.
No ano, o lucro líquido consolidado do Panamericano foi de R$ 67 milhões e carteira total de crédito somou R$ 10,8 bilhões. Já o p atrimônio líquido consolidado foi de R$ 1,2 bilhão, enquanto o índice de Basileia atingiu 10,18%. Mas, segundo Willy Jordan, diretor de relações com investidores, se fosse somado o total de direitos de subscrição dos acionistas controladores em ações ordinárias — que foi aprovado em assembleia em 18 de janeiro — no valor de R$ 971 milhões, o p atrimônio líquido seria de R$ 2,1 bilhões, enquanto o indicador chegaria a 15,14%.
Na comparação do quarto trimestre com o período anterior, o banco registrou queda de 3,7 pontos percentuais na margem financeira líquida. “Entre os efeitos que contribuíram para isso estão a pequena queda na venda de operações de crédito causada pela recompra de operações de cessão — que tinha como objetivo reduzir os custos de captação — e a redução no resultado financeiro com instrumentos financeiros de derivativos, causada pela ausência da variação no câmbio que aconteceu no terceiro trimestre”, diz Jordan, durante a teleconferência.
O Daycoval, por sua vez, encerrou 2011 com lucro líquido de R$ 305,1 milhões, o que representa crescimento de 11,1% ante 2010. “O resultado foi positivo. O lucro ficou 5% acima da expectativa da Ágora, enquanto a carteira de crédito veio em linha com as projeções”, afirma Lemos. A carteira somou R$ 7,7 bilhões, variação de 38,8% em relação ao ano anterior com destaque para o segmento de middle market. Segundo Morris Dayan, diretor executivo e de relações com investidores, o crescimento observado no ano passado não deve se repetir em 2012. “Crescemos mais do que imaginávamos em 2011, porque a demanda por crédito foi muito forte. Mas, mesmo com crescimento menor, acredito que ficará acima da média do mercado”, avalia. Para o executivo, o aumento da inadimplência está no radar, mas o crescimento das margens deve compensar as perdas. “O crédito vai continuar caro por causa das incertezas com a economia”, diz.
Já o Banrisul teve lucro líquido de R$ 904 milhões em 2011, 22% acima de 2010. “O índice Basileia fecha em 17,2%, nível confortável para crescimento da carteira de crédito”, afirma Alexandre Ponzi, gerente executivo da área de relações com investidores do banco. Segundo Ponzi, as metas para 2012 são semelhantes ao resultado obtido no ano passado. Para se ter ideia, a expectativa é que a carteira de crédito total cresça entre 15% e 20%, enquanto a captação tenha aumento de 13% a 18%.
Fonte: Brasil Econômico/ Natália Flache Ana Paula Ribeiro - 15/02/2012
 


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