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Moody’s rebaixa nota de países europeus

A agência de classificação de risco Moody’s rebaixou a nota de crédito de Espanha, Portugal e Itália,além de outras economias europeias. A ação era esperada desde o ano passado.Em novembro, a Moody’s havia alertado para um rebaixamento de diversas economias da zona do euro, diante da crise da dívida que atinge esses países.
A Moody’s cortou a nota da Itália em um nível, para “A3”, de Portugal, também em um nível, para “Ba3”, e da Espanha, em dois níveis, para “A3”. Além disso,sofreram cortes Malta(para“A3”),Eslováquia(para“A2”) e Eslovênia (para “A2”).
A agência justificou que um dos motivos do rebaixamento é a incerteza de que a Zona do Euro possua instituições capazes de lidar com a atual crise.
Além disso,apontou “as perspectivas macroeconômicas cada vez mais fracas na Europa, que ameaçam a implementação de programas de austeridade e reformas estruturais”.
A Moody’s foi a última das grandes agências de classificação de risco a rebaixar a nota de economias europeias desde o agravamento da crise no ano passado. Em Janeiro, a agência Standard & Poor’s (S&P) cortou a nota de nove países da Zona do Euro, incluindo França e Áustria. E aFitch, também em janeiro,cortou a avaliação da Itália, Espanha,Bélgica,Eslovênia e Chipre.
Os rebaixamentos referemse à avaliação dos títulos soberanos desses países,podendo elevar o custo do crédito para a região. Além disso, abre caminho para cortes de notas em outros setores, como bancos e empresas ligadas aos governos.
A agência Moody’s manteve a Áustria, a França e o Reino Unido com avaliação “Aaa”, a mais alta da escala, mas reduziu a perspectiva para “negativa” — o que indica que poderá ocorrer um corte na nota em até dois anos.A ameaça de rebaixamento pela agência Moody’s ontem ocorreu devido à fragilidade de sua economia e à crise da vizinha Eurozona, mas o governo já anunciou que não irá mudar sua política de austeridade radical.
O governo do primeiro-ministro conservador David Cameron optou por interpretar esta advertência inesperada como um estímulo para seguir em frente com seu programa de austeridade.
“A advertência desta agência é muito clara: a nota do Reino Unido será rebaixada se nossa determinação política de nos ocuparmos da dívida enfraquecer ou se decidirmos fazer novos gastos ou pedir mais dinheiro emprestado”, reagiu rapidamente o ministro das Finanças, George Osborne, que falou também de um “balde de realidade”.
Fonte: Brasil Econômico/ AFP/ Reuters - 15/02/2012
 


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