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Cai inflação implícita na NTN-B que vence em 2013

Em meio ao debate sobre o espaço para mais queda da taxa básica da economia, a Selic, o mercado de títulos públicos opera com projeções cada vez mais baixas para o rumo da inflação no curto prazo.
A chamada inflação implícita das NTN-Bs - parcela do rendimento do papel que se refere à expectativa da variação do IPCA - vem em trajetória de queda desde o início do ano, mas o movimento ganhou força na última semana, diante da informação de que as coletas diárias de preços mostram desaceleração da inflação, em especial da categoria de alimentos. O desempenho mais favorável do IPCA neste início de ano também reforçou a sensação de alívio da inflação, encorajando investidores a saírem dos papéis atrelados à inflação para aplicarem em títulos prefixados.
Ontem, no início dos negócios, o rendimento da NTN-B com vencimento em 2013, formado por uma taxa prefixada mais a variação do IPCA, indicava uma inflação embutida de 5,41% ao ano, a menor observada ao longo de 2012, segundo cálculos do mercado.
Para se ter uma ideia, a máxima do ano foi 5,77%, atingida em 19 de janeiro. E, no dia 26 de janeiro - quando o Banco Central divulgou a ata do Comitê de Política Monetária (Copom) indicando a disposição da autoridade monetária em reduzir a Selic para um dígito diante da percepção de que o nível do juro neutro no país é menor -, a inflação implícita estava em 5,72%.
Esse movimento, entretanto, ainda se baseia em fatos de curto prazo e não pode ser entendido como uma mudança consistente do cenário para inflação. "É verdade que o Banco Central ganhou grau de liberdade em relação à inflação (na condução da política monetária), mas isso não significa que as preocupações com o rumo dos preços tenham acabado, em especial para 2013", afirma o economista-chefe do banco ABC Brasil, Luis Otávio de Souza Leal.
Ele observa que, embora o Relatório de Inflação mostre que o Banco Central trabalha com uma média de inflação de 0,62% ao mês no primeiro trimestre, o IPCA em janeiro ficou em 0,56% e, em fevereiro, deve ficar abaixo de 0,60%.
"É uma situação positiva, mas que afeta apenas o curto prazo", diz Souza Leal. "A grande dúvida, e que não foi eliminada, é sobre como a inflação vai se comportar à medida que a atividade voltar a crescer."
Fonte: Valor Econômico/ Lucinda Pinto - 15/02/2012
 


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