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BB tem lucro de R$12,1 bi em 2011, o maior de sua história

O Banco do Brasil encerrou 2011 com um lucro líquido de R$ 12,1 bilhões, um crescimento de 3,6% e o maior resultado da história da instituição. O crescimento do crédito e das receitas, incluindo aí aquelas provenientes da maior atuação na área de seguros e previdência, contribuiu para o resultado. O desempenho só não foi melhor porque a contribuição da Previ, o fundo de pensão dos funcionários da instituição, foi R$ 1,3 bilhão menor no ano passado.
Foi justamente essa menor contribuição da Previ a principal motivadora d a queda do lucro do BB no quarto trimestre do ano, de 25,7%, para R$ 2,972 bilhões — ainda acima do esperado por analistas do setor.
Na avaliação do presidente do BB, Aldemir Bendine, embora a taxa de juros ainda esteja em patamares elevados no país, rapidamente deve chegar a um dígito. Em preparação para esse cenário, o banco tem buscado uma melhor eficiência e o gerenciamento da inadimplência como meios de manter o lucro em alta. “Esses são os dois principais aspectos. Isso se traduz em resultado imediato.”
O BB é o que possui a melhor eficiência entre os grandes bancos. O índice foi de 42,1% no ano passado, ante 42,6% em 2010. Esse indicador é a relação entre despesas e receitas de um banco e, quanto menor, melhor. Um índice de 42,1% significa que o banco teve despesas de R$ 42,10 para cada R$ 100.
Também foi o banco público o único a melhorar os níveis de inadimplência. Os atrasos acima de 90 dias representavam 2,1% da carteira total de crédito em dezembro, uma melhora de 0,2 ponto percentual em relação a igual período de 2010. “É importante ressaltar a queda no índice de inadimplência que nos surpreendeu positivamente, pois caiu ao contrário do que vimos nos números consolidados do sistema financeiro nacional”, afirmaram, em relatório, os analistas Leonardo Zanfelicio e Karina Freitas, da Concórdia Corretora.
No consolidado do sistema financeiro, a inadimplência ficou em 5,5% em 2011, incremento de um ponto percentual.
O BB espera que para 2012 os índices de at rasos fiquem estáveis na instituição. “Não há nada que indique qualquer alteração”, afirmou o vice-presidente de Finanças, Ivan Monteiro.
Para Bendine, a baixa inadimplência é reflexo da estratégia utilizada de trabalhar com taxas de juros mais acessíveis e maior giro da carteira. “Com isso há uma tendência natural de redução da inadimplência.”
A soma do lucro dos grandes bancos em 2011 (BB, Itaú, Bradesco, Caixa e Santander) chega a R$ 46,51 bilhões, avanço de 9% em relação a 2010.
O BB espera que a carteira de crédito apresente crescimento entre 17% e 21% neste ano. Ao final de dezembro, o total de empréstimos da instituição era de R$ 379,01 bilhões, incremento de 19,3% em 12 meses.
Nas operações com pessoas físicas, a expectativa é de expansão entre 19% e 23% em 2012 e, com empresas, alta de 18% a 22%. Já na carteira do agronegócio, o banco projeta incremento de 9% a 12%. O BB espera atingir neste mês a marca de R$ 1 trilhão de ativos, segundo Bendine. O BB é o maior banco em ativos do país, com R$ 981,23 bi em dezembro.
Já o índice de Basileia, que mede a capacidade de crescimento de um banco, terminou 2011 em 14%, sendo que o mínimo exigido pelo Banco Central é 11%. Com esse índice, o potencial de crescimento da carteira é de R$ 156 bilhões. Para Bendine, isso dá folga para a instituição crescer com tranquilidade em 2012. “Não temos qualquer ideia de capitalização para 2012. Isso deve se dar só no médio prazo”, informou. A última ocorreu em 2010 com uma oferta de ações para aumento de capital que superou R$ 8 bilhões. As ações do BB encerraram o pregão de ontem em alta de 4,09%, cotadas a R$ 27,47, em um dia que o Ibovespa caiu 0,99%.
Fonte: Brasil Econômico/ Ana Paula Ribeiro - 15/02/2012


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