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Refinanciamento imobiliário para investir, viajar ou quitar dívida

Você já pensou em refinanciar seu imóvel para adquirir um bem, alongar a dívida ou mesmo para investir em um negócio próprio? A modalidade, conhecida como home equity, tem caído no gosto popular devido, principalmente, aos prazos mais longos e juros mais baixos se comparado às demais linhas de crédito pessoal, uma vez que o tomador oferece o bem como garantia à operação.
Há três meses, o empresário Antonio Carlos Rezende Carneiro levantou R$ 150 mil para reinvestir em seu escritório de engenharia. “Conheci a modalidade por meio de um amigo, gerente de banco. O que mais me chamou a atenção foi o prazo dilatado, juros baixos e rapidez na negociação”, diz.
O empresário, que também é proprietário de um imóvel alugado em Belo Horizonte (MG), deu o bem como garantia. “Recorri ao home equity para não ter que vender o imóvel, já que precisava de recursos para equilibrar as contas da empresa”, afirma Carneiro, que ainda tem como objetivo quitar o financiamento o mais rápido possível.
De acordo com João Vitor Menin, diretor executivo do banco Intermedium, de 20% a 25% dos tomadores dessa modalidade destinam os recursos para educação dos filhos, aquisição de um bem ou expansão do negócio próprio. “Os restante é dividido entre consolidação de dívida (30% a 35%) e reforma do imóvel (10 a 15%)”, ressalta.
Atualmente, 75% do montante originado em crédito imobiliário pela instituição mineira é home equity. “O caminho do Banco Intermedium em crédito imobiliário foi diferente das demais instituições financeiras. Começamos com refinanciamento imobiliário para depois financiarmos imóveis novos e usados. Por isso acredito que nos próximos anos, esse percentual (de home equity) tende a cair para 65% do total originado”, pondera Menin. “Acredito que o refinanciamento imobiliário ultrapassará o crédito consignado em um prazo de cinco a seis anos”, completa.
O Santander, que lançou a modalidade em agosto de 2008, também acredita que a linha ganhará espaço com o tempo. “Em 2008 os negócios foram fracos devido à crise do subprime. Contudo, a partir de 2009 começamos a perceber um maior interes se dos clientes e, no ano passado, registramos um aumento de 83% nos contratos fechados quando comparado ao ano anterior”, lembra Nerian Gussoni, superintendente executiva de negócios imobiliários do Santander. Ela ainda diz que há grande espaço para a modalidade avançar. “Contudo, é preciso que haja uma divulgação e esclarecimento maior do produto.”
A Brazilian Mortgages foi uma das primeiras instituições a oferecer o refinanciamento imobiliário. “Disponibilizamos o home equity desde 2007 , quando abrimos a primeira loja da BM Sua Casa em Santana, na cidade de São Paulo”, afir ma Vitor Bidetti, diretor da Brazilian Mortgages.
As taxas e prazos máximos de pagamento, assim como o valor mínimo do imóvel oferecido como garantia, variam de instituição para instituição. O único ponto comum entre elas é o percentual que o tomador pode oferecer como garantia: 50% do seu valor do imóvel.
O Banco Intermedium está bastante animado com o mercado imobiliário brasileiro — a expectativa é avançar 150% na concessão de crédito entre 2011 e 2012. Tanto é que para esse ano está prevista a abertura de lojas físicas com foco no segmento. “O projeto está em fase de finalização. Queremos abrir entre 40 e 50 lojas este ano distribuídas em todas as regiões do país”, destaca Menin. Ainda segundo o executivo, hoje o banco analisa a proposta por meio de duas lojas-piloto, em Minas Gerais.
Fonte: Brasil Econômico/ Vanessa Correia - 14/02/2012
 


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