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Juro futuro sugere Selic menor por mais tempo

O mercado de juros futuros acena com uma mudança em sua configuração, sugerindo que parte dos investidores passou a acreditar que a redução da Selic para um dígito pode ter caráter duradouro.
Os contratos de longo prazo mostram comportamento contrário aos pares de curto e médio prazos. Ontem, as taxas longas dos contratos de Depósito Interfinanceiro (DI) tiveram leve baixa, enquanto os vencimentos de médio prazo tiveram alta.
Conforme notou o gestor da Vetorial Asset, Sérgio Machado, tal comportamento das taxas futuras pode estar relacionado à percepção de parte do mercado de uma movimentação mais orquestrada do governo na redução da taxa básica de juros.
A teoria que ronda as mesas desde a semana passada é que o Banco Central (BC) poderia lançar mão de medidas prudenciais ou de outras ferramentas, em detrimento da elevação do juro básico, como resposta à eventual elevação da inflação ou descompasso entre oferta e demanda.
Até então, a curva futura vinha ganhando inclinação, sugerindo que a redução da Selic para um dígito logo seria revertida.
E essa ainda é a avaliação da mediana do mercado. O boletim Focus mostra juro básico de 10,50% no fim de 2013. Mas na pesquisa passada, a previsão era de Selic em 10,75%. Ainda no Focus, mas dentro do Top Five, grupo de instituições que mais acerta, a visão é diferente. A mediana desse grupo trabalha com juro de um dígito também em 2013. O prognóstico é de Selic de 9,75% no fim de 2013, contra previsão de 10,50% na pesquisa anterior.
Tanto no Top Five quanto na mediana geral, a visão é de juro em 9,5% no fim deste ano, apesar da recente movimentação da curva futura em direção a uma Selic ao redor de 9%.
Outra explicação para tal comportamento dos juros futuros tem caráter técnico. Com os vencimentos de curto prazo indicando como "preço justo" uma Selic ao redor de 9%, a possibilidade de ganho com posições nesse mercado passou a se concentrar nos vencimentos longos. Entram em cena as operações de arbitragem entre os diferentes vencimentos dos contratos futuros, como compra de contratos de taxa de curto prazo e venda de taxa longa.
Hoje, o foco dos investidores está voltado ao desempenho do varejo em dezembro. O departamento de pesquisas e estudos econômicos do Bradesco estima alta mensal de 0,6% nas vendas varejistas.
No câmbio, o dólar comercial não só devolveu os ganhos do fim da semana passada como marcou nova mínima para o ano. A moeda americana caiu 0,63%, para R$ 1,715 na venda, menor cotação desde o fim de outubro do ano passado.
Ainda assim, o real ficou devendo em termos de valorização ante o dólar em comparação com outros pares emergentes.
O rand sul-africano, o dólar australiano e o dólar canadense mostraram ganhos mais expressivos nessa segunda-feira.
Os operadores apontam certa cautela em ampliar ainda mais a venda de moeda em função da possibilidade de novas atuações do Banco Central.
Ontem, a autoridade monetária ficou fora do mercado, mas já realizou três atuações no mês.
Fonte: Valor Econômico - 14/02/2012


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