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Europa quer acordo grego assinado

Os chefes dos partidos políticos da Grécia ainda precisam confirmar, por escrito, seu compromisso com o programa de reforma do país. E o prazo para cumprir a demanda é esta quarta-feira, antes do encontro de ministros das Finanças da zona do euro, que acontece no mesmo dia em Bruxelas. Na ocasião será discutida a liberação do resgate de €130 bilhões para a Grécia.
A informação foi divulgada pelo porta-voz do governo grego, Pantelis Kapsis, horas depois de os dois parceiros na coalizão do governo se curvarem às demandas dos credores internacionais e aprovarem um plano de austeridade no Parlamento, no domingo.
"Devem ser dadas garantias por escrito até quarta-feira", afirmou Kapsis. "Imagino que isso será na forma de carta", emendou.
Na reunião da semana passada, os ministros das Finanças pediram tanto a aprovação parlamentar das novas medidas de austeridade - e garantias por escrito dos dois partidos que formam o governo de coalizão da Grécia - antes de darem o aval ao acordo do novo empréstimo.
Estão entre as medidas aprovadas pelo Parlamento, com 199 votos a favor, 74 contra e 27 abstenções, controvertidos cortes salariais no setor privado, a eliminação de 15 mil servidores públicos e a diminuição de mais €3 bilhões nos gastos do governo neste ano.
Kapsis confirmou as expectativas de que devem ser realizadas eleições dentro de dois meses, quando a Grécia tiver recebido a primeira parcela do novo programa de empréstimo e completar o desconto da dívida. "Vamos ter eleições em abril", sustentou.
Apesar de o pacote de austeridade grego ser elogiado na Alemanha, a chanceler Angela Merkel, descartou a ideia de alterações no programa de empréstimos ao país. "A questão agora é concluir o programa. Emendas não podem e não vão acontecer", disse Merkel a repórteres após ser questionada sobre a possibilidade de mudanças nas medidas de austeridade fiscal que a União Europeia e o Fundo Monetário Internacional exigiram da Grécia para a liberação de mais empréstimos.
O ministro de Finanças da Alemanha, Wolfgang Schaeuble, que também estava presente na entrevista coletiva, disse que as medidas têm como objetivo tornar a economia grega mais competitiva.
O aval do Parlamento grego é importante para liberar o resgate de socorro à Grécia. A aprovação das novas medidas de austeridade pelo Parlamento grego é "um passo adiante crucial" para o país obter o segundo pacote de ajuda internacional, segundo avaliação do comissário europeu para Assuntos Econômicos, Olli Rehn.
Ele disse que a Grécia ainda precisa identificar "medidas concretas" para economizar mais €325 milhões. Rehn acrescentou que a classe política grega precisa assumir "completamente" o novo pacote de austeridade, em referência à demanda para que os líderes dos principais partidos da Grécia assinem o compromisso para implementar as medidas mesmo após as eleições em abril.
Rehn se disse otimista que a Grécia atenda a essas demandas até a reunião dos ministros das Finanças da zona do euro.
Além de cumprir as exigências dos governos que estão costurando o novo aporte de socorro ao país, o governo grego enfrenta a desaprovação da população contra as medidas de austeridades. Contra os cortes drásticos no emprego público, no salário mínimo e em ações de bem-estar manifestantes vêm enfrentando policiais nas ruas. O saldo do confronto deixou dezenas de feridos.
Fonte: Valor Econômico/ Agências Internacionais - 14/02/2012


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