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BC estica prazo para compra de carteira de banco

A melhora no cenário econômico e a cautela do setor financeiro em relação à compra de ativos de bancos pequenos são os principais fatores que levaram o Banco Central (BC) a esticar o prazo para a injeção total de cerca de R$ 30 bilhões na economia.
O BC alterou ontem o cronograma de redução da parte do compulsório sobre depósitos a prazo que é remunerada com base na taxa básica de juros. O dinheiro que deixa de ser corrigido poderá ser utilizado pelos grandes bancos para compra de alguns ativos, como carteiras de crédito, letras financeiras e Certificados de Depósito Interbancário (CDI), de instituições de menor porte.
Em dezembro, o BC decidiu liberar esse dinheiro em duas datas: a maior parte em 24 de fevereiro deste ano e o resto no fim de abril.
Agora, o mesmo valor será injetado em quatro etapas, entre fevereiro e agosto. Assim, o dinheiro é liberado de forma mais lenta e em prazo maior que o fixado anteriormente.
A mudança, segundo o BC, foi um pedido dos grandes bancos, que terão mais tempo para analisar os ativos que vão comprar. Desde o escândalo do Panamericano, há cautela maior do mercado nessas transações.
Essa demanda só foi atendida, no entanto, porque o governo avalia que a melhora no cenário internacional reduziu o risco de um choque de crédito e a falta de liquidez no mercado.
Beneficiados. O BC também ampliou ontem o número de instituições menores que podem vender esses ativos, ao reduzir a quantidade de crédito que o banco precisa ter em relação ao seu ativo. Além disso, instituições que não se enquadravam na regra em junho de 2011 podem se habilitar com base no balanço de dezembro do ano passado.
Para evitar que os bancos menores fiquem com esse dinheiro em caixa ou aplicado em títulos públicos, o BC vai avaliar a cada seis meses se o volume de crédito das instituições continua correspondendo a pelo menos 20% dos seus ativos. Dessa forma, quem receber o dinheiro e não emprestar a seus clientes fica proibido de continuar vendendo carteiras para captar recursos dentro dessa regra.
O BC definiu ainda que esse direcionamento de recursos tem data para acabar, de forma gradual, entre fevereiro e junho de 2014.
Reação. Os bancos comemoraram a decisão. Para o presidente da Associação Brasileira de Bancos (ABBC), que representa as instituições menores, Renato Oliva, obrigar que toda a parcela não remunerada dos compulsórios fosse alocada até abril não era coerente com as necessidades de captação dos bancos menores.
Para Oliva, com o cenário mais tranquilo, os grandes bancos podem ter maior flexibilidade e tempo para alocar os recursos.
Fonte: O Estado de São Paulo/ Eduardo Cucolo - 11/02/2012
 


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