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Itaú lucra R$ 14,6 bi, recorde para um banco no país

O Itaú Unibanco atingiu no ano passado o maior lucro líquido já registrado por um banco no Brasil: R$ 14,62 bilhões em 2011, um crescimento de 9,7% em relação ao apurado em 2010. O crédito ajudou nesse desempenho mesmo com a elevação das provisões contra possíveis calotes feitas ao longo do ano. “A situação na Europa prejudicou um pouco o Brasil no final de 2011, mas com a redução dos juros a tendência é de aceleração do crédito neste ano”, afirmou a jornalistas o presidente da instituição, Roberto Setubal.
Esse resultado recorde foi registrado mesmo com uma piora nos últimos três meses do ano, quando o lucro foi de R$ 3,68 bilhões, queda de 3,3% em relação ao trimestre anterior. Essa redução, segundo o executivo, é consequência dos maiores ganhos nas operações feitas com títulos e valores mobiliários com o mercado entre julho e setembro, período em que o Banco Central deu início ao processo de redução dos juros. “A evolução dos nossos resultados segue sustentável. Pode ter tido um trimestre com resultado menor, mas dentro do que era esperado”, justificou o executivo.
A carteira de crédito chegou ao final de dezembro a R$ 397,01 bilhões, incluindo operações de avais e fianças, uma expansão de 19,1% no ano. Para 2012, Setúbal espera um crescimento maior do crédito a partir do segundo semestre, mas acrescentou que as projeções do banco para o ano serão divulgados apenas hoje em teleconferência com analistas.
Na semana passada, o Bradesco divulgou que obteve lucro de R$ 11,028 bilhões em 2011 e o Santander, de R$ 3,56 bilhões. O Banco do Brasil divulgará os resultados no próximo dia 14.
O crescimento do crédito no Itaú veio acompanhado de maiores despesas com as provisões para devedores duvidosos, que alcançaram R$ 19,912 bilhões no ano, uma elevação de 26,9%. Parte dessa despesa foi compensada por renegociações feitas no último trimestre, reduzindo as perdas com calotes.
Na avaliação do analista da Coinvalores, Leonardo Zanfelicio, foram justamente a eleva- ção do crédito e a recuperação parcial daqueles que já eram dados como perdidos os pontos positivo do Itaú no ano passado, compensando em parte o pior desempenho das operações de tesouraria e as maiores provisões. “As perspectivas ainda são favoráveis para o Itaú, pois acreditamos que o banco continuará com melhora nos indicadores de eficiência, que aliado a expectativa de redução da inadimplência deverão melhorar os resultados e, consequentemente, sua rentabilidade.”
O Itaú Unibanco tem como meta alcançar um índice de eficiência — que mede a relação entre receitas e despesas — de 41% em 2013 . Isso significa dizer que até essa data o banco espera gastar R$ 41 para cada R$ 100 em receitas. Em 2011, a eficiência foi de 47,7%, queda de 1,4 ponto percentual no ano. Já a rentabilidade atingiu 22,3%, ante 24,1% no ano anterior.
Em relatório, os analistas Nataniel Cezimbra e Carlos Daltozo, do BB Investimentos, afirmam que a melhora da eficiência operacional é positiva, mas é preciso ficar atento à inadimplência. “(A maior eficiência) poderá elevar a rentabilidade do banco em 2012. Porém, toda a atenção estará voltada ao aumento dos níveis de inadimplência e elevação das provisões”, consideram.
O presidente do Itaú Unibanco afirmou ainda que a inadimplência pode dar uma “escorregada” no ano, mas que na média deve ficar estável. “Para 2012 pode dar uma escorregada para em torno de 5%, mas caindo no segundo semestre. No todo, ficará estável, sem nenhum movimento muito acentuado nem para cima e nem de queda”, disse Setúbal.
No ano passado, os atrasos acima de 90 dias equivaliam a 4,9% da carteira do banco, aumento de 0,7 ponto percentual sobre 2010. As ações preferenciais do Itaú (ITUB4) encerraram o pregão cotadas a R$ 36,40, alta de 0,94%.
Fonte: Brasil Econômico/ Ana Paula Ribeiro - 08/02/2012
 


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