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G-20 deve discutir impacto da liquidez do BCE

O impacto das gigantescas operações de liquidez do Banco Central Europeu (BCE) para os bancos da zona do euro tem sido monitorado de perto pelos países emergentes e não será surpresa se aparecer nos debates de ministros de finanças e presidentes de bancos centrais do G-20, no encontro que ocorre no fim do mês na Cidade do México. A percepção é de que as injeções maciças de dinheiro do BCE têm contribuído para amplificar o fluxo de recursos para emergentes, valorizando as respectivas moedas, com consequências para a competitividade das economias.
O BCE forneceu € 489 bilhões para os bancos em dezembro, com prazo de três anos e juro de 1%, e deve renovar esse tipo de operação pouco antes da reunião ministerial do G-20, este mês. A expectativa nos mercados é de que os bancos vão pedir algo entre € 500 bilhões e € 1 trilhão.
"As operações até agora foram importantes, acalmaram o mercado e a avaliação no G20 em janeiro foi de que o BCE fez o que tinha de ser feito‘‘, afirmou o secretário de Assuntos Internacionais do Ministério da Fazenda, embaixador Carlos Marcio Cozendey. "Agora, dependendo da calibragem do BCE e do próprio comportamento dos bancos no futuro, podem gerar consequências sobre os fluxos de capitais.‘‘
Para o secretário-geral da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), Angel Gurria, os bancos da zona do euro estariam preferindo não correr maiores riscos nos emergentes, no contexto atual, e acha que assim o fluxo de capital não deve ser exacerbado pela ação do BCE.
Já o Barclays Capital, de Londres, aponta três fatores que favorecem mais o fluxo de capitais para os emergentes e que pressionam a valorização de suas moedas.
Primeiro, a injeção de liquidez pelos bancos centrais, com os desenvolvidos sendo especialmente agressivos Segundo, a percepção de que os riscos nos emergentes permanecem contidos. As perspectivas de crescimento econômico nesses países seguem comparativamente atrativas, mantendo o fluxo de capital positivo. O banco estima que a China contribuirá com 57% do crescimento da economia global em 2012. Em terceiro, os riscos dos emergentes continuam suaves e seus ativos são considerados baratos.
Fonte: Valor Econômico/ Assis Moreira - 08/02/2012
 


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