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Financiamento imobiliário puxa resultado de R$ 5,2 bi da Caixa

Ancorada no desempenho de sua principal atividade, o financiamento imobiliário, a Caixa Econômica Federal (CEF) apresentou em 2011 lucro líquido de R$ 5,18 bilhões, crescimento de 37,7% ante 2010. As receitas com crédito subiram 42,9% ante 2010, para R$ 28 bilhões. Desse total, R$ 12,3 bilhões têm origem no crédito habitacional - segmento que registrou expansão de 54,5% em igual período de comparação. As despesas com provisão para devedores evoluíram 47,5% em relação a 2010, para R$ 6,8 bilhões, "em linha com a evolução do crédito", explicou o banco. Para 2012, a Caixa projeta uma expansão de crédito entre 20% e 25% e, para tanto, vai precisar de reforço de capital.
O banco estatal encerrou 2011 com um saldo de R$ 249,5 bilhões, aumento de 42% ante 2010. O segmento de financiamento imobiliário participa desse bolo com R$ 152,9 bilhões em estoque - crescimento de 41,1% em 2011 ante 2010. O crescimento da oferta de crédito imobiliário projetado para 2012, no entanto, é mais tímido - em torno de 20%.
Foram liberados para a habitação R$ 80,1 bilhões em 2011, volume 5,5% superior àquele contratado em 2010. A expectativa da Caixa é desembolsar cerca de R$ 90 bilhões em financiamento imobiliário neste ano. José Urbano Duarte, vice-presidente de governo e habitação do banco, ressalta que esse montante é apenas o primeiro esboço feito pelo banco, e que ele pode subir. Somente em janeiro, a Caixa liberou R$ 4,4 bilhões para a habitação, R$ 3 bilhões a mais na comparação com janeiro de 2011.
Para fazer frente à expansão esperada, a Caixa precisará de uma injeção de recursos de cerca de R$ 4 bilhões, a ser feita, provavelmente, no fim do ano. O banco encerrou 2011 com um índice de Basileia de 13,3% (indicador de alavancagem que determina quanto pode ser emprestado sem comprometer o capital). O mínimo exigido pelo Banco Central é de 11%.
A Caixa também planeja acessar o mercado internacional de dívida pela primeira vez este ano, e fará esforço para que isso ocorra ainda no primeiro semestre. Ainda não há uma operação definida, mas o vice-presidente de finanças do banco, Márcio Percival, vê sentido em uma captação de cerca de US$ 1 bilhão, pelo porte da instituição. "A Caixa precisa diversificar suas fontes de recursos", afirma. "Vários investidores têm nos procurado e estamos atento às janelas de oportunidade", diz Percival, em referência às 16 emissões de títulos feitas por empresas brasileiras somente neste início de ano.
Além do crédito imobiliário, a Caixa pretende impulsionar o volume de financiamentos para pequenas e médias empresas, especialmente com a oferta de capital de giro. Está prevista a liberação de R$ 40 bilhões para o segmento neste ano. A carteira de crédito de pessoas jurídicas encerrou 2011 com saldo de R$ 67,56 bilhões, aumento de 16,8% ante 2010.
A Caixa planeja abrir 500 agências neste ano (além de mil casas lotéricas, que funcionam como correspondente bancário), para as quais vai contratar 12,5 mil funcionários, o que deverá pressionar os custos do banco. Em 2011, foram contratados 2,5 mil funcionários e abertas 146 agências. As despesas administrativas foram de R$ 18,9 bilhões em 2011, variação de 18,1% em relação a 2010. As despesas de pessoal alcançaram R$ 11,6 bilhões, crescimento de 17% na comparação com o ano anterior.
Fonte: Valor Econômico/ Aline Lima - 08/02/2012


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