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BC volta a agir para conter alta do real

A retomada de atuação do Banco Central (BC) no mercado de câmbio não impediu que o dólar encerrasse a sexta-feira em queda. A divisa fechou valendo R$ 1,717, com baixa e 0,27%, acumulando perda de 1,24% na semana passada e desvalorização de 8,10%, no ano.
Segundo operadores, a queda foi puxada porque o país continua recebendo intenso fluxo de moeda estrangeira, com a melhora no cenário internacional. Pela manhã, o BC realizou um leilão de compra da moeda americana no mercado a termo, semelhante à compra de moeda no mercado à vista. A diferença se dá na data de liquidação: as compras a termo têm liquidação futura, definida no momento do anúncio, enquanto as aquisições à vista são fechadas em dois dias úteis.
Uma ação do BC no mercado era esperada pelos agentes econômicos, já que a moeda tem se desvalorizado muito nas últimas semanas. Na avaliação de Marcos Forgione, gerente de câmbio da Valorisa, a intervenção deverá continuar, já que a tendência para o dólar é de queda, daqui para frente. “Estamos voltando para uma nova rodada de desvalorização da moeda”, afirma.
O leilão representou a primeira intervenção da autoridade monetária no mercado de câmbio neste ano e a primeira operação desse tipo desde 26 de julho de 2011. A liquidação da operação ocorrerá dia 20 de março e a taxa de corte ficou em R$ 1,738.
Segundo Forgione, a intenção do BC não foi ser muito incisivo na atuação. “Se quisesse, teria feito compra no mercado à vista.
Quis cutucar sem fazer reserva imediata.”
Para alguns profissionais do mercado, o BC precisa ser mais agressivo na atuação se quer mesmo manter a taxa de câmbio acima de R$ 1,70, considerado um “piso informal” para a cotação. A perspectiva de novas entradas de recursos estrangeiros diante da recuperação do apetite por risco internacional favorece um dólar mais enfraquecido.
“O dólar vai continuar pressionado, porque o momento é de otimismo", diz o estrategista-chefe da SLW Corretora, Pedro Galdi. Ele apontou, como sinal da forte entrada de recursos estrangeiros no Brasil, o giro financeiro elevado que a Bovespa vem apresentando nos últimos dias.
A equipe econômica considera que ainda não são necessárias mais medidas para evitar um fortalecimento maior do real. Mesmo assim, segundo uma fonte, uma das possibilidades é um novo ajuste no Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) nas operações com derivativos cambais.
Fonte: Brasil Econômico/ Reuters/ Priscila Dadona - 06/02/2012


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