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ABBC em Foco



ABBC promove painel sobre as novas faces da transformação digital no setor financeiro
Data: 27/06/2019

ABBC realizou no último dia 27 o painel Open Banking e Pagamentos Instantâneos: As Novas Faces da Transformação Digital. O evento teve patrocínio da Matera Systems, empresa de soluções de tecnologia para os mercados financeiro e corporativo, e da Swift, provedora global de serviços de mensageria, e contou com a participação de palestrantes de renomadas instituições e autarquias, abordando desde modelos já adotados internacionalmente quanto ainda discutidos no âmbito nacional.
 
Durante a abertura do evento, Claudio Guimarães Junior, diretor executivo da ABBC, reforçou a necessidade e capacidade do Brasil ser um protagonista mundial no tocante ao novo mundo de pagamentos que vem se formando. O mercado pode – e deve – contribuir ativamente na construção do futuro dos pagamentos.
 
No bloco focado no chamado “open banking”, modelo que tem o consumidor como efetivo dono e definidor do compartilhamento de seus dados, Dra. Larissa Arruy, da Mattos Filho Advogados, trouxe a experiência internacional e a evolução regulatória vivenciadas pelo Reino Unido. Independentemente do local da implantação do open banking, palavras como “inovação”, “competitividade” e “segurança” são linhas mestras na construção deste novo modelo. Além do desafio da definição e implementação do modelo, há a questão adicional sobre o compartilhamento de dados e a proteção dos mesmos, que culmina na publicação da PSD2 europeia, análoga à Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) no Brasil.
 
Abordando aspectos técnicos do compartilhamento de dados, Saulo Silva, gerente de arquitetura de software do Tribanco, trouxe a experiência do banco no desenvolvimento e na implantação em apenas três meses de uma conta digital para pessoa física. Ele reforçou que a chave foi o tratamento da API como um produto, sendo possível a rápida entrega de valor ao cliente final, respeitando a LGPD. Além da experiência de onboarding, Ingrid Barth, diretora executiva da ABFintechs, reforçou em sua palestra que o open banking é também um modelo de negócio e relacionamento. Ela trouxe casos vivenciados por fintechs indianas, em que a adoção do modelo trouxe como benefício a inclusão bancária.
 
Por sua vez, Carlos Augusto Oliveira, diretor de tecnologia da ABBC, aponta que ser de fato digital, com confiabilidade e confiança, é fundamental para que uma empresa possa aproveitar efetivamente os benefícios do open banking. O papel da ABBC neste processo vai muito além da tecnologia e envolve diversos níveis das organizações.
 
No bloco dedicado a pagamentos instantâneos, Carlos Netto, CEO e fundador da Matera, reitera que esta nova forma de pagamento traz benefícios tanto para pagadores quanto para emissores. Ele apresenta que a proposta de um QRCode “off-line”, ou seja, que não necessita de conexão com a internet, desenvolvida pela empresa, ajuda no processo de inclusão financeira. Além da redução de risco de não recebimento pelo lojista – situação vivenciada pelos operadores tradicionais das maquininhas – a adoção dos modelos de pagamentos instantâneos traz a obrigatoriedade da interoperabilidade entre os participantes do arranjo, o que melhora também a experiência do lojista.
 
Cláudio Hayashi, strategic relationship manager da Swift, ratifica o discurso de que a prática do pagamento instantâneo é mais do que a experiência do cliente. Esta, embora seja o centro para o sucesso de qualquer modelo adotado, é apenas parte de todo um ecossistema de pagamentos. Ele trouxe casos concretos vivenciados na Austrália e também na Europa, em que os modelos operacionais são distintos, com o órgão regulador atuando como agente centralizador ou como central de liquidação financeira.
 
O painel foi encerrado com a participação de Fábio Lacerda e Breno Lobo, ambos representantes do Banco Central do Brasil, que trouxeram a visão do órgão regulador neste momento de discussão e definição de modelos a serem adotados. Ambos foram bastante enfáticos que a autarquia brasileira tem o cidadão como centro de qualquer proposta construída e como ponto chave para a adoção de qualquer que seja o modelo. A possibilidade de mimetização de serviços bancários, porém com menos carga regulatória, já traz grandes avanços no sentido do aumento da inovação e da competitividade dentro do sistema financeiro nacional. Também é fortemente apontado que a educação financeira é um pilar fundamental para a evolução do processo.
 
Contudo, o BC está bastante atento ao fato de que os cuidados e estudos necessários no desenvolvimento tanto de open banking quanto de pagamentos instantâneos não podem impactar em prazo e celeridade da implementação, de modo que são esperadas apresentações de definições e propostas concretas ao mercado entre o final deste ano e o primeiro semestre de 2020. Cabe reforçar que a governança final deverá ser sempre dada pelo Banco Central, independente da arquitetura definida.
Por fim, é comum a todos que open banking e pagamentos instantâneos são a ignição de um processo de ruptura muito maior e que o sucesso depende fundamentalmente da adoção dos modelos pelos usuários finais. Adoção esta que passa pela garantia de segurança das transações e que assegure competitividade suficiente para o avanço dos negócios das entidades envolvidas.

 

      
       
     
     
     
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