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IEDI - O Ajuste Incompleto

Estudo do IEDI oferece importantes sinais acerca do desempenho da rentabilidade e endividamento do segmento corporativo. Apesar da elevação dos custos de produção, a expansão das despesas financeiras foi o fator fundamental para o desequilíbrio dos fluxos de caixa e dos balanços patrimoniais. Tal descompasso foi acentuado em 2015, com o realinhamento dos preços administrados, a depreciação cambial e a elevação da taxa de juros.

A fragilidade financeira refletiu-se no maior endividamento líquido, na menor capacidade para gerar recursos para o pagamento das despesas financeiras e, finalmente, na redução das margens líquidas. Na tentativa de correção do desequilíbrio, as empresas procuraram reduzir as suas dívidas e seus encargos, pela renegociação das dívidas e pela venda de ativos. Assim, o indicador de alavancagem caiu para 99,7% no 1T17, patamar ainda elevado. A geração de caixa via EBTIDA em relação às despesas financeiras alcançou o seu piso de 0,3 em 2015, recuperando-se para 1,5 no 1T17. A margem líquida de lucro saiu de 12,7% em 2010 para -3,5% em 2015, elevando-se para 4,2% no 1T17.

A recuperação dos indicadores tem sido beneficiada pela apreciação do real – em 2016 – e pela estabilização da taxa de juros. A impossibilidade de se repassar aos preços o aumento de custos pressiona a margem operacional. Finalmente, dadas a ausência de demanda e as questões relativas ao fluxo de caixa, o aumento dos investimentos é limitado pelo elevado nível de capacidade ociosa. Dessa forma, não seria razoável considerável uma súbita mudança do cenário corporativo.

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