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Comportamento Semanal de Mercado - 20 a 27 de outubro de 2017

Incertezas nos EUA puxam o dólar
 
O Copom sinalizou que a taxa Selic será reduzida em 0,50 p.p. na próxima reunião, para 7,00% a.a.. Mas a indicação da moderação no ritmo de queda dos juros diante da exclusão da referência "encerramento gradual do ciclo" evita que a autoridade monetária se prenda a uma posição específica. A evolução dependerá do balanço de riscos para a inflação, mais precisamente das condições internas e externas. Com a ancoragem da inflação e a fraca recuperação da atividade, a maior ameaça advém do prêmio de risco, quer seja pelos impactos dos trâmites das reformas ou pela dinâmica dos fluxos globais de capitais. Ainda, houve um aumento da aversão ao risco no cenário externo diante das incertezas geradas pela condução da política econômica nos EUA. Como reflexo, observa-se um processo de elevação do retorno das T-Notes de 10 anos. Nesse sentido, o dólar ganhou força globalmente, se apreciando em 1,31% frente ao real ao encerrar cotado a R$ 3,24. O mercado brasileiro de juros futuros também foi afetado por esse cenário, com a taxa do swap DI pré-fixada de 360 dias elevando-se 0,05 p.p. para 7,15% a.a.. Os resultados fiscais de setembro apontaram deficits de R$ 22,7 bilhões para o Governo Central e de R$ 21,3 bilhões para o setor público consolidado. Para a dívida do setor público, houve aumentos marginais na proporção em relação ao PIB (+0,7 p.p. para a dívida bruta e +0,02 p.p. para a dívida líquida). Para o setor externo, persiste a trajetória favorável para as transações correntes, beneficiada pelo bom desempenho da balança comercial.
 
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