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ABBC Destaca

Nota de Crédito

Em agosto, o total da carteira de crédito do SFN atingiu R$ 3.047 bilhões, apresentando um recuo anual de 2,2%. A relação crédito/PIB declinou 0,2 p.p. na margem para 47,1%.  No mês, os principais indicadores da economia real evidenciaram as dificuldades da retomada da atividade. O IBC-Br interrompeu a trajetória de alta observada nos últimos dois meses registrando uma queda de 0,38%, maior do que a antecipada e refletindo as quedas observadas nas pesquisas referentes à produção industrial, comércio e serviços. Por fim, diante deste cenário e apesar da melhora observada em algumas modalidades nos últimos meses, fundamentalmente naquelas voltadas às pessoas físicas (PF), avalia-se que a recuperação do mercado de crédito será lenta e as condições de crédito ainda se revelam restritivas. Na modalidade para PF, o desempenho mensal mais favorável foi para: o crédito consignado (+0,9%), os financiamentos de veículos (+0,8%) e o cartão de crédito à vista (+0,9%). A má performance dos investimentos privados é observada no comportamento das operações do BNDES para pessoas jurídicas (PJ) dado que a carteira ainda registra uma forte queda (-13,0% a.a.). As consultas prévias acumuladas em 12 meses caíram 16,8%. As operações de capital de giro ainda refletem os fortes efeitos da fragilidade financeira das empresas e configuram uma forte baixa em 12 meses (-7,4%). A inadimplência média segue mantendo certa estabilidade (3,7%), contudo, como apontado pelo Relatório de Estabilidade Financeira do Banco Central, a qualidade do portfólio das instituições financeiras aponta evidências negativas (aumento de reestruturações e carteira de ativos problemáticos em nível elevado). Neste sentido, a Assessoria Econômica da ABBC revisou as suas projeções para o mercado de crédito no ano de 2017, reduzindo a estimativa de crescimento nominal de 0,8% para uma queda de 0,7%. As operações com RL devem aumentar 0,9% e as com RD diminuir 2,4% no ano. Considerando-se o tipo de tomador, o saldo dos empréstimos para PF deve crescer 5,8%, enquanto que o das PJ deve cair 7,4%.
 
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